Diagnóstico de criança índigo é confundido com hiperatividade e autismo

Segundo a psicóloga Alcione Pereira Garcia, elas vieram de outro planeta com a missão de tornar o mundo melhor.

Dificilmente a maioria das pessoas já ouviu falar em ?Criança Índigo?, poucas saberão superficialmente o que isso significa e um número ainda mais restrito de especialistas acreditam ou estudam o assunto. Falar sobre isso é levantar uma discussão que envolve psicologia, espiritismo, educação e comportamento humano.


Diagnóstico de criança índigo é confundido com hiperatividade e autismo

A Criança Índigo se confunde muito com as crianças hiperativas, autistas ou somente rebeldes e malcriadas. Mas, na verdade, elas apresentam diferentes conjuntos de atributos psicológicos e características comportamentais ainda não documentados. Ignorar esses novos padrões é potencialmente criar desequilíbrio e frustração na mente do Índigo.

Segundo a psicóloga Alcione Pereira Garcia, estudos mostram que essas crianças começaram a nascer a partir de 1976 e vieram de outro planeta com a missão de tornar o mundo melhor.

?Elas são mais agitadas, têm inteligência acima do normal para a idade e um nível espiritual elevado?, descreve Alcione. Por conta dessas características, os adultos que convivem com a Criança Índigo devem reavaliar a forma de educá- la. Ao invés de gritos, ordens autoritárias e decisões unilaterais, o que funciona é o diálogo, honestidade e respeito.

A obediência passiva simplesmente está fora de cogitação. A psicóloga Alcione Pereira explica que os pais são responsáveis por ajudar o Índigo a alcançar seu objetivo de melhorar o mundo, pois se eles não entenderem essa missão, podem atrapalhar. ?Então a criança pode desenvolver depressão infantil ou se tornar um adulto revoltado?, disse a especialista.

Mais do que ser educada pelos pais, a Criança Índigo veio para ensinar. A experiência é sentida por Carla Hemanuela Bezerra depois que o pequeno Matheus, hoje com sete anos, nasceu. ?Antes de entender o que acontecia, era difícil a convivência.

Ele tem uma personalidade muito forte e a gente interpretava como se fosse malcriação. Hoje sabemos que só a conversa funciona?, lembra a mãe, acrescentando que o filho tem audição muito sensível, por isso se irrita quando ouve gritos ou discussões.

Carla entendeu que punição nunca funciona, embora o filho precise ser repreendido em algumas situações. A diferença é que a punição é baseada na culpa, enquanto a repreensão se baseia no crescimento moral.

?Se eu falar para ele que não pode fazer uma coisa, tenho que explicar muito bem por quê. Nunca posso mentir ou me contradizer, pois ele lembra exatamente tudo que falo e vai me contestar?, conta Carla.

O tema parece surreal e as explicações sobre ele mais ainda. Psicólogos não conseguem unanimidade em relação à existência do Índigo. Contudo, vindas ou não de outro planeta, tendo ou não uma missão a cumprir, eles podem nos ensinar muitas coisas, entre elas o sentido real das palavras democracia, respeito, liberdade e igualdade.

Escolas não estão preparadas para o Índigo

Enquanto os pais da Criança Índigo devem repensar muitas ações e posturas quanto a educação do filho, o sistema educacional brasileiro ainda precisa avançar bastante no que se refere aos métodos educacionais nas escolas.

O problema é que a maioria das instituições de ensino sequer estão preparadas para lidar com características psicológicas já conhecidas, muito menos com situações ainda controversas.

Segundo a psicóloga Maria Santana, a Criança Índigo tem dificuldade de regras e autoridade. "Por outro lado, as escolas querem um comportamento padronizado. Gostam de crianças quietinhas, que não dão trabalho", afirma a psicóloga.

Por serem muito criativas e agitadas, o nível de concentração delas é baixo, o que exige maior atenção dos professores e acompanhamento especializado. "Mas poucas escolas têm o psicólogo em seu quadro de funcionários.

Somente colégios particulares mais caros dispõem do profissional que pode fazer uma avaliação mais específica", destaca Maria Santana.

Fonte: Nayara Felizardo