Doença emocional impulsiona a ocorrência de doenças cardíacas

A doença está cada vez mais frequente na vida moderna como consequência de fatores como frustrações, perdas de entes queridos ou dívidas, e podem aumentar as possibilidades da ocorrência de infartos

A depressão é cada vez mais frequente na vida moderna em consequência de fatores como frustrações, dívidas, doenças crônicas e a morte de entes queridos, mas pode estar relacionada ao risco para o infarto. Dados mostram que a doença emocional já atinge 121 milhões de pessoas no mundo.

Segundo o cardiologista Abrão Cury, “a depressão pode fazer com que ocorra o estreitamento das artérias, por meio de contrações involuntárias, e assim aumentam as possibilidades da ocorrência de infartos”. Vale ressaltar que a depressão psicológica se relaciona com a imunológica.

Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Gerência Executiva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Teresina, somente no primeiro trimestre deste ano, 147 segurados se afastaram do trabalho por conta da depressão, ocasionando gastos de quase R$ 110 mil mensais com o pagamento de auxílio-doença e até aposentadorias por invalidez em função da doença.

O INSS gasta quase R$ 1 milhão por mês, no Piauí, só com o pagamento de benefícios a segurados afastados do trabalho ou aposentados por causa da depressão, em alguns casos leva, inclusive à aposentadoria por invalidez.

Segundo a psicóloga Marina Marins, pode-se notar algumas características que antecedem as internações dos pacientes por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), como sintomas depressivos e ansiosos.

“Entretanto estudos indicam que a incidência da depressão é maior em pacientes após o infarto. Isso ocorre porque eles tendem a temer um novo episódio de infarto”, explica.

A depressão pode ser hereditária, atinge todas as faixas etárias e ambos os gêneros. Os sintomas mais comuns da doença são falta de interesse nas atividades sociais, isolamento, apatia, sensação de imensa tristeza e aumento ou diminuição de peso não proposital. Apesar da doença apresentar estes sintomas, somente um médico psiquiatra poderá diagnosticar a depressão.

No entanto a avaliação e acompanhamento psicológico auxiliam o paciente a elaborar estratégias de enfrentamento para lidar com os sintomas da depressão.

Além do tratamento medicamentoso, prescrito por um psiquiatra, a atividade física também pode ajudar no tratamento da depressão, porque ocorre a liberação de endorfina, hormônio que traz sensação de bem-estar.

 

Fonte: Jornal Meio Norte