71% são contra o retorno do acesso livre aos remédios

71% são contra o retorno do acesso livre aos remédios

Uma consulta pública constatou que a maioria das pessoas é contrária ao retorno do livre acesso aos remédios nos pontos de venda.

Desde o início de 2010 os remédios que podem ser comprados sem a necessidade de receita médica deixaram de estar ao alcance da mão dos consumidores. A medida foi imposta a todas as farmácias e drogarias do país e obriga que os medicamentos, desse tipo, devem ficar atrás do balcão e ser entregues apenas quando solicitados. Contudo, em abril deste ano, foi sugerida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a revogação da norma e realizada uma consulta pública junto aos consumidores.

VEJA TABELA DE PREÇOS

Cerca de 71% da população ouvida nessa consulta pública, realizada entre abril e junho de 2012, tiveram comentários negativos em relação a esses remédios voltarem às gôndolas das farmácias. Dos 152 comentários registrados durante a consulta, a maioria foi contrária ao retorno do livre acesso aos remédios nos pontos de venda.

Agora, com comentários da audiência e da consulta, o texto irá para revisão e para votação da diretoria colegiada.

Na última quinta-feira, dia 28 de junho, mais um capítulo foi adicionado à discussão com a realização de uma audiência proposta pela Anvisa, em Brasília. A proposta que pede a volta dos medicamentos isentos de prescrição para as gôndolas das farmácias e drogarias foi causada por uma revisão da Anvisa sobre normas de venda de remédios que se baseia em um estudo de mercado realizado pela IMS Health, que acompanha o comércio de produtos farmacêuticos.

Antes das restrições que estão em vigor atualmente, os remédios de venda livre, como analgésicos e antigripais, ficavam ao alcance do consumidor que tinha liberdade para escolher entre as opções apresentadas nas gôndolas. O levantamento IMS Health indicou que, o fato de os medicamentos de venda sem receita passarem a ficar atrás do balcão, refletiu em um papel mais relevante dos atendentes das farmácias na decisão da compra feita pelo consumidor.

Com isso, a intenção era resguardar os consumidores dos excessos da automedicação.

Contudo a medida foi bastante criticada pelos laboratórios farmacêuticos e setor produtivo e embora seja válida desde 2010, algumas redes de farmácias possuem liminares que lhes dão a possibilidade de manter os remédios expostos em gôndolas. O grupo de trabalho que avalia a revisão da norma imposta em 2010 ainda não chegou a conclusões definitivas em relação ao impacto da restrição para a redução dos casos de acidentes com remédios.

Na pesquisa semanal de preços realizada nas três grandes redes de farmácias da capital do Piauí ? Big Ben, Globo e Pague Menos ? os preços se mantiveram estáveis durante o mês de junho, após o anúncio de reajustes anunciado para o início de maio. A farmácia que obteve os melhores preços para a lista de produtos foi a Globo com total de R$ 872,99. Em segundo veio a Big Ben com R$ 884,27 e em último lugar a rede de Farmácias Pague Menos com um total para a lista de produtos de R$ 893,31.

Fonte: Marcilany Rodrigues