Acionistas minoritários das empresas do grupo EBX querem bloquear bens de Eike Batista

Acionistas minoritários das empresas do grupo EBX querem bloquear bens de Eike Batista

As empresas controladas pelo bilionário vivem uma séria crise de confiança

Os acionistas minoritários das empresas do grupo EBX estão se organizando para pedir esclarecimentos e providências sobre as recentes quedas das ações de empresas de Eike Batista. O grupo não descarta a possibilidade de pedir o bloqueio de bens do empresário.

As empresas controladas pelo bilionário vivem uma séria crise de confiança, e as ações vêm desabando nos últimos meses. A fortuna de Eike Batista teria diminuído mais de 90%.

Os acionistas minoritários estão se organizando sob a alcunha de UNAX. Segundo Adriano Mezzomo, advogado que assina o comunicado da UNAX, a associação é livre e aberta, e os próprios acionistas têm procurado o grupo para se organizarem. Eles estão recolhendo procurações entre acionistas no Brasil e no exterior para participar das Assembleias de Acionistas.

Os acionistas minoritários estão se organizando sob a alcunha de UNAX. Segundo Adriano Mezzomo, advogado que assina o comunicado da UNAX, a associação é livre e aberta, e os próprios acionistas têm procurado o grupo para se organizarem. Eles estão recolhendo procurações entre acionistas no Brasil e no exterior para participar das Assembleias de Acionistas.

"Estamos montando um bloco de minoritários para angariar força e representatividade nas assembleias. No momento oportuno, vamos nos apresentar ao mercado para demandar os dados e informações sobre o ocorrido", afirmou o advogado, que preferiu não mencionar quantos acionistas já aderiram ao grupo.

"Os sinais emitidos ao mercado eram inversos. Em um dia, os poços [da OGX] têm muito petróleo, e no dia seguinte estão sendo fechados. É preciso apurar o conjunto das circunstâncias", afirmou Mezzomo.

Ele disse que a UNAX já entrou em contato com os órgãos reguladores, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de agências de classificação de risco, pedindo investigação e apuração dos fatos sobre a forte queda das ações do grupo EBX.

Mezzomo afirmou que eles não tentaram interlocução direta com a EBX, e que o processo para que isso ocorra é a participação nas assembleias.

Mais rico do mundo

Em maio de 2011, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões, o brasileiro disse que se tornaria o mais rico do mundo até 2015 -mas o sonho tem ficado cada vez mais distante.

De lá para cá, suas empresas deixaram de cumprir cronogramas e de atingir metas, as ações das empresas do grupo EBX vêm perdendo valor na Bolsa e, consequentemente, a fortuna de Eike vem encolhendo.

Fonte: UOL