Após queda na Selic, Banco do Brasil volta a reduzir seus juros

Após queda na Selic, Banco do Brasil volta a reduzir seus juros

Ontem, o Banco Central anunciou a redução de 9,75% para 9% dos juros do governo, piso das taxas, o menor patamar em dois anos.

O Banco do Brasil voltou a reduzir taxas de juros para pessoas físicas e jurídicas. Os novos valores entram em vigor na próxima segunda-feira (23).

"Os ajustes refletem a alteração da Selic, anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), além de novas reduções que buscam manter as taxas do Banco do Brasil entre as menores do sistema financeiro", informou.

Ontem, o Banco Central anunciou a redução de 9,75% para 9% dos juros do governo, piso das taxas, o menor patamar em dois anos.

O BB foi o primeiro banco a anunciar queda nas taxas de juros, em 4 de abril, com o lançamento do programa BomPraTodos. No dia seguinte (5 de abril) foi a vez da Caixa Econômica Federal.

O HSBC foi o primeiro banco privado a anunciar queda nas taxas, no dia 12. O Santander reduziu os juros para micro e pequenas empresas na última terça-feira. Ontem (18), Bradesco e Itaú, os maiores bancos privados do país, também anunciaram medidas semelhantes. O Santander também reduziu ontem as cobranças para pessoas físicias.

A Caixa também lançou um programa de renegociação de dívidas. O banco ainda anunciou hoje que irá aumentar o horário de atendimento ao público entre os dias 23 de abril e 11 de maio para atender a demanda do programa de redução de juros.

A média diária de desembolsos das linhas de crédito pessoal no Banco do Brasil já aumentou 45% desde que reduziu suas principais taxas de juros. A comparação foi feita com o resultado de março.

Segundo o banco, a média passou para R$ 276 milhões. Em cinco dias mais de R$ 1,3 bilhão em crédito foram liberados. O banco afirma, ainda, que mais de 60 mil clientes já aderiram aos pacotes de serviços BomPraTodos. O programa contempla, por exemplo, taxa de 3% no rotativo do cartão de crédito e 10 dias sem juros no cheque especial.

Já as operações com micro e pequenas empresas somam R$ 2,23 bilhões desde o lançamneto do programa. "Somente as operações com recebíveis (vendas com duplicatas e cartões de crédito) totalizam R$ 1,35 bilhão, incremento de 31,7% do volume liberado em relação ao mesmo período de março de 2012", informou o BB.

ESTÍMULO A ECONOMIA

O movimento de redução das taxas nos bancos públicos atende ao chamado da presidente Dilma Rousseff, que tem o assunto como uma de suas prioridades. A iniciativa é uma forma de acirrar a concorrência com os bancos privados, que também anunciaram cortes após o BB e a Caixa, e estimular a economia para garantir um crescimento próximo a 4% neste ano.

A Caixa Econômica Federal informou ontem que também registrou um crescimento no volume de concessões de crédito. Os financiamentos voltados para pessoa física alcançaram R$ 518 milhões nos cinco primeiros dias de vigência do programa, que foi chamado de Melhor Crédito. A cifra representa um avanço de 17% na comparação com a semana anterior ao lançamento.

A base de clientes pessoa física cresceu 11%, de acordo com o banco. Houve aumento também nas concessões para empresas, com um volume 9% superior ao registrado na semana anterior ao início do programa.



Fonte: Folha.com