"B" de Brasil vai substituir marca "X" de Eike na decadente OGX

"B" de Brasil vai substituir marca "X" de Eike na decadente OGX

Na assembleia de acionistas, a empresa vai propor também a mudança de sua sede

A OGX Petróleo e Gás Participações de Eike Batista vai passar a se chamar Óleo e Gás Brasil, se o novo nome for aprovado na assembleia extraordinária de acionistas que foi adiada de 19 para 26 de novembro.

A mudança é uma tentativa de desvincular o nome da petroleira do decadente império X do empresário, que dizia usar o X para multiplicar os seus negócios.

O mesmo procedimento foi adotado pela MPX, empresa de energia elétrica de Eike, que mudou seu nome para Eneva, após venda de participação para a alemã E.ON, mas que ainda compartilha o controle com Eike.

A OGX entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada.

Na assembleia de acionistas, a empresa vai propor também a mudança de sua sede, depois que o grupo EBX decidiu abandonar o prédio que ocupa no Centro do Rio, o histórico Edifício Serrador, que está no rol de credores da companhia com uma conta de R$ 757 mil a vencer.

MUDANÇA DE ENDEREÇO

Atualmente a OGX ocupa quatro andares no prédio e deverá se transferir para um lugar menor, entre quatro propostas que serão levadas à assembleia, nenhuma no local para onde se transferiu o grupo EBX, na praia do Flamengo, zona sul do Rio. A companhia que já teve 600 empregados hoje tem algo em torno de 250 pessoas.

Entre as propostas da diretoria da companhia estão dois prédios no Centro, um na Glória e outro em Botafogo.

A assembleia vai ratificar também o pedido de recuperação judicial. Em documento enviado à CVM, a empresa argumenta que a recuperação foi pedida "em vista da situação financeira desfavorável em que se encontra, dos prejuízos já acumulados, bem como o vencimento recente e vindouro de grande parte de seu endividamento".

Ainda no documento, a OGX diz que a recuperação judicial foi "a medida mais adequada para preservação da continuidade de seu negócio e proteção de seus interesses".

Outra discussão com os acionistas será o grupamento de ações da companhia, que está sendo contestada por acionistas minoritários da petroleira, que temem uma nova onda de venda de ações.

O grupamento multiplica as ações existentes por 10,100 ou 1.000 para elevar o valor e facilitar as negociações. Atualmente o papel da companhia é negociado em torno dos R$ 0,15, o que eleva o número de papéis em posse de cada acionista.

"A discussão proposta acerca do referido grupamento visa minimizar os efeitos potenciais de pequenas oscilações no valor das ações em termos percentuais", informou a OGX à CVM.

Fonte: Folha de São Paulo