BB pretende dobrar oferta de crédito imobiliário em 2010

Instituição espera elevar contratos para total de R$ 3 bilhões

O Banco do Brasil informou nesta quinta-feira (12), ao divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2009, que pretende praticamente dobrar sua oferta de credito imobiliário em 2010. A previsão da instituição é fechar 2009 com contratos na ordem de R$ 1,6 bilhão. Para o ano que vem, a expectativa é que esse valor suba para R$ 3 bilhões.

O banco, que começou a oferecer essa modalidade de crédito no final de 2007, espera crescer graças à autorização de usar parte dos recursos aplicados na poupança para financiar imóveis. Atualmente, o BB tem um saldo de R$ 72 bilhões na caderneta. Deste total, R$ 4,7 bilhões poderiam ser usados para o crédito imobiliário.

A participação do financiamento da casa própria na oferta total de crédito do Banco do Brasil ainda é pequena. A participação, que era nula até o fim do ano passado, chegou a 1,1% no segundo trimestre deste ano, registrando leve alta, para 1,3%, ao fim de setembro de 2009. Crescimento De acordo com Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente do Banco do Brasil, o banco pretende estar entre as três maiores instituições de crédito imobiliário no país até 2013. Até lá, considerando valores atuais, o executivo diz que o BB oferecerá o equivalente a R$ 5 bilhões.

A estratégia de venda de crédito imobiliário do BB não será igual a da Caixa Econômica Federal, que hoje concentra 70% desse mercado no país. Neste momento, explica Caffarelli, o objetivo é disputar mercado com os grandes bancos privados. Para isso, além de dinheiro da poupança, o banco também oferecerá linhas de recursos próprios e capitados com FGTS.

O vice-presidente do BB diz que as opções de crédito imobiliário serão oferecidas nas agências e também em parcerias com construtoras. Para financiamento com recursos da poupança, Caffarelli afirma que a taxa de juros praticada pela instituição é equivalente à da Caixa Econômica Federal. Ele destaca que o crédito imobiliário é o segmento de financiamento que mais cresce no país.

Fonte: g1, www.g1.com.br