Bovespa cai quase 2% por Vale e PIB, fechando maio no vermelho

Bovespa cai quase 2% por Vale e PIB, fechando maio no vermelho

Ibovespa encerrou o dia com recuo de 1,91%, a 51.239 pontos. Bolsa perdeu 0,75% no mês, após série de duas altas mensais seguidas.

A Bovespa fechou em queda de quase 2% nesta sexta-feira (30), pressionada pela queda das ações da Vale e com a desaceleração da atividade da economia brasileira no primeiro trimestre pesando sobre o humor de investidores.

O Ibovespa encerrou o dia com recuo de 1,91%, a 51.239 pontos. O giro financeiro do pregão somou R$ 8,8 bilhões. Veja cotação

Na semana, a perda foi de 2,64%.

O índice fechou maio no vermelho, com perda de 0,75% no acumulado do mês, pondo fim a uma série de duas altas mensais consecutivas.

Em maio, a bolsa rendeu menos que o CDI, cujo rendimento acumulado foi de 0,82%.

Para o mês que vem, que será marcado pela Copa do Mundo no Brasil, especialistas preveem poucos catalisadores de novas altas e baixo volume de negócios nos dias de jogos da seleção brasileira, destaca a Reuters.

Segundo analistas, o comportamento da bolsa no mês que vem dependerá ainda da atividade de investidores estrangeiros, cuja entrada líquida de recursos na Bovespa ficou em R$ 5,2 bilhões em maio até o dia 28, segundo os dados mais recentes, e ajudou a segurar o Ibovespa em meio a vendas de investidores institucionais e pessoas físicas.

Destaques do dia

A bolsa foi arrastada para baixo neste pregão pela queda superior a 3% das ações da mineradora Vale, após o preço do minério de ferro na China fechar o mês com a sexta baixa consecutiva. Foi a mais longa trajetória de queda já registrada, diante da ampla oferta da commodity e preocupações com a desaceleração da economia chinesa, destaca a Reuters.

Nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país desacelerou para 0,2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses do ano passado.

Entre as altas do dia, os destaques foram as ações da Marfrig e Embraer. A empresa de alimentos foi favorecida por relatório do Citi que elevou a recomendação do papel para "compra". A Embraer subiu após a concorrente Bombardier informar que seu jato CSeries sofreu um incidente relacionado com motor na quinta-feira e o teste de voo do avião foi interrompido.

Fonte: G1