Bovespa recua 0,7% com dados negativos

O indice teve queda de 0,71%, para 37.105 pontos

Em um pregão marcado pela volatilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou em baixa as negociações desta sexta-feira (6), pressionada pelos dados negativos do aumento do desemprego nos EUA.

Ao final do dia, o índice Ibovespa, principal referência da bolsa paulista, teve queda de 0,71%, para 37.105 pontos. Ao longo da primeira semana do mês de março, o mercado acionário brasileiro acumulou perdas de 2,8%.

No início do dia, a bolsa nacional chegou a subir mais de 2%. Mas a euforia inicial foi substituída pela preocupação com a notícia de que a taxa de desemprego dos Estados Unidos subiu para 8,1% em fevereiro, de acordo com o Departamento de Trabalho do país, a maior desde 1983. Foram cortadas 651 mil vagas de trabalho no mês.

As bolsas americanas, que também haviam iniciado o dia em alta, logo inverteram de direção e passaram para o vermelho, arrastando a Bovespa junto. A bolsa nacional chegou a cair 2,2%.

No entanto, os indicadores dos EUA voltaram a ganhar força perto do fechamento, e o Dow Jones fechou com leve alta de 0,49%. Foi o suficiente para fazer a Bovespa recuperar parte das partes anteriores, mas o índice Ibovespa ainda fechou o dia no vermelho.

A atenção dos investidores se volta agora para a Petrobras, que divulga resultado após o fechamento do pregão de hoje. Para a Ativa Corretora, a estatal deve apontar lucro de R$ 7,86 bilhões no quarto trimestre, uma queda de 30% sobre o terceiro trimestre, mas elevação de 52% perante igual período de 2007. Atenção para as margens e custos da empresa.

Panorama

Na Europa, as bolsas encerraram em baixa, em uma sessão marcada por volatilidade. O índice FTSEurofirst 300, referência das principais ações europeias, recuou 1,43%, para 661 pontos, nível mais baixo dos últimos 12 anos. O indicador variou entre ganhos de 0,9% e uma queda de 1,5% durante o pregão.

As quedas nas bolsas americanas tiveram impacto na Ásia, onde os papéis do setor financeiro também ficaram sob pressão vendedora.

Fonte: g1, www.g1.com.br