Brasil fica em posição intermediária entre os piores lugares para trabalhar

A nota 5+ representa os países que não têm garantia nenhuma de direitos devido a quebra de Estado de Direito

O Brasil ocupa posição intermediária entre os piores lugares do mundo para trabalhar, de acordo com um índice divulgado nesta segunda-feira (19) pela ITUC (International Trade Union Confederation), instituição que defende os direitos dos trabalhadores em todo o mundo.

O país recebeu nota 3, em uma lista que vai de 1 (situação menos grave) a 5+ (pior situação). O Brasil está junto com nações como Reino Unido, Canadá, Austrália, Portugal, Bolívia e Paraguai, entre outros.

O relatório, chamado de Global Rights 2014, avaliou, nos últimos 12 meses, violações trabalhistas e a forma com que os direitos são respeitados e protegidos em 139 países.

Os dados foram obtidos a partir da análise de algumas questões fundamentais no trabalho, como o direito à liberdade de associação a sindicatos, negociação coletiva, greve, entre outros.

Com os resultados obtidos, foi feita uma lista que atribui seis faixas de notas aos países: 1, 2, 3, 4, 5 e 5+. De acordo com os critérios de pontuação utilizados, quanto maior a nota, mais negligente é o país em relação aos direitos trabalhistas.

A nota 5+ representa os países que não têm garantia nenhuma de direitos devido a quebra de Estado de Direito. Já a nota 1 é atribuída aos países com eventuais violações dos direitos do trabalhador.

As piores condições de trabalho foram encontradas nos seguintes lugares: República da África Central, Líbia, Palestina, Somália, Sudão, Síria e Ucrânia. A todos eles foi atribuída a nota 5+.

Os países que mais preservam os direitos do trabalhador (nota 1) são África do Sul, Alemanha, Barbados, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Estônia, Finlândia, França, Islândia, Itália, Lituânia, Montenegro, Noruega, Suécia, Togo e Uruguai.

"Países como a Dinamarca e Uruguai [em 1°] ficaram em melhor posições graças a leis trabalhistas fortes, mas talvez surpreenda a má colocação de Estados Unidos e Hong Kong [ambos em 4º] ", disse o secretário-geral da ITUC Sharan Burrow.


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Fonte: UOL