Brasil poderá crescer até 5% por ano até 2014, prevê "BC dos BCs"

Só no segundo trimestre, a entrada de capitais ao Brasil somou US$ 15 bilhões

O fluxo de dólares para o Brasil passou a ser um dos maiores do mundo e o país poderá crescer em média quase 5% anualmente até 2014. Os dados e projeções estão sendo divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, o banco central dos bancos centrais), que revela que a expansão nos países emergentes servirá de base para a recuperação dos países ricos.

O Brasil, diz o BIS, deve ter um crescimento de perto de 5% e praticamente estável entre 2010 e 2014. A projeção ainda indica que o Brasil crescerá menos que a Índia, com uma média de expansão de 7,5%. Na China, a expansão cairia de quase 10% em 2010 para cerca de 8% em 2014. Já nos Estados Unidos, a taxa deve ficar em 3,5%, acima da Europa e Japão.

Mas o BIS alerta que o mercado não confia na capacidade dos governos em lidar com o desafio da apreciação de moedas como o real. Só no segundo trimestre, a entrada de capitais ao Brasil somou US$ 15 bilhões.

O BIS admite que o mundo deixou a recessão. Mas faz sérias advertências: as incertezas sobre o crescimento são profundas e a volatilidade nos mercados não está superada. Os problemas em Dubai são o reflexo mais nítido das incertezas que ainda pairam sobre a economia mundial.

Por enquanto, a percepção é de que a recuperação está sustentada de forma perigosa apenas nas baixas taxas de juros e nas medidas de estímulo. O resultado é que, apesar dos dados positivos em vários mercados, a confiança do investidor continua "frágil".

Os países emergentes foram os que reagiram de maneira mais consistente e podem ajudar a sustentar a retomada da produção industrial nas nações ricas, diz o BIS.

"As grandes economias emergentes, como China, Índia e Brasil, que tiveram quedas menos pronunciadas de crescimento que os países avançados, se recuperaram de forma bem mais rápida e a previsão é de que se expandam em um ritmo substancialmente mais rápido nos próximos cinco anos", afirmou o banco.

Fonte: g1, www.g1.com.br