Pesquisa:brasileiros estão mais otimistas com economia

Melhora da renda, queda do desemprego e crédito farto ajudaram

O brasileiro está mais otimista com a situação econômica do Brasil, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O índice geral para o país ficou em 65,6 pontos (em uma escala de 100) no mês de novembro, resultado 3,5% superior ao verificado em outubro. Os dados por região tiveram avanços consideráveis no período.

A parcela mais otimista do país está na região Centro-Oeste, que manteve a liderança, com um avanço para 70,65 pontos ? contra 66,98 em outubro. O Sul continuou no segundo lugar, com 69,45 pontos (foram 66,70 em outubro).

A melhora de renda, a queda do desemprego e o crédito farto na economia são fatores que têm gerado otimismo entre os brasileiros.

Houve aumento na perspectiva para a economia tanto para o período de 12 meses quanto para daqui a cinco anos. O que mostra que os brasileiros estão confiantes no futuro. A pesquisa do Ipea mostrou que 64% dos entrevistados esperam uma melhora um ano à frente - em outubro essa parcela era menor, de 60,5%.

Já para os próximos cinco anos, 61,57% dos brasileiros disseram que espelham melhora, muito acima dos 52,9% verificados na pesquisa de outubro.

O estudo do Ipea foi feito com base em entrevistas com 3.810 famílias em mais de 200 municípios do país.

Crédito e 13º

Os números do Ipea chegam dias depois de a FGV (Fundação Getulio Vargas) ter divulgado o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) referente a novembro: o indicador, apresentado no último dia 24, cresceu 2,7% e ficou em 125,4 pontos, cravando novo recorde. A satisfação dos brasileiros com a situação econômica atual do país e a expectativa quanto aos próximos seis meses foram os fatores que contribuíram para o resultado.

A Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) também já informou recentemente que a confiança do consumidor paulistano ganhou força neste mês; a proximidade do Natal e o pagamento da primeira parcela do 13º salário contribuíram para a melhora.

Fonte: R7, www.r7.com