Caem as tarifas bancárias para pessoas físicas

Bancos poderiam compensar queda de PF com reajuste para empresas

 De um universo de 32 tarifas bancárias médias para pessoas físicas pesquisadas, 19 delas tiveram redução entre janeiro de 2008 e julho deste ano, informou nesta quarta-feira (23), por meio de um estudo, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda - que é um órgão de defesa da concorrência. Ao mesmo tempo, oito tarifas bancárias tiveram elevação neste período.

A Seae não soube informar a variação de três tarifas bancárias. A análise envolve, segundo a Seae, 90% dos depósitos dos cinquenta maiores bancos do país. De acordo com o órgão, a tarifa média cobrada pelos bancos das pessoas físicas que mais subiu, nesta comparação, foi a de confecção de cadastro para início de relacionamento, que avançou 313%. Para renovação de cadastro, cuja cobrança foi proibida recentemente pelo Banco Central, a tarifa média dos bancos subiu 104% em um ano e meio.

Para exclusão do cadastro de emitentes de cheques sem fundo, a tarifa avançou 34% e, para contra-ordem ao pagamento de cheques, cresceu 8,4%. Para ordem de pagamento, a tarifa média subiu 112%. Na outra ponta, as tarifas bancárias, cobradas de pessoas físicas, que mais tiveram redução, nesta comparação, foram: fornecimento de extrato mensal de conta de depósito à vista e de poupança (-81,7%); fornecimento de segunda via de cartão para movimentação de conta poupança (-80,7%); fornecimento de segunda via de cartão com função débito (-79,5%); extrato de conta de depósito à vista e poupança (-73,4%); saque de conta de depósito à vista e poupança (-69,1%) e transferência agendada por meio de DOC/TEC (-58,6%).

Bancos públicos X privados

Segundo o documento da Seae, os bancos públicos cobram preços mais baixos que os privados para a maioria dos serviços apresentados em tabela para pessoa física. Dados de julho de 2009 mostram que 21 dos 32 serviços prioritários têm um preço médio menor nas instituições públicas. A cobrança de tarifas com preço menor por parte dos bancos públicos também é comprovada em 75% dos serviços oferecidos para pessoa jurídica.

Tarifas para empresas

No caso das tarifas médias cobradas pelos bancos das empresas, porém, o levantamento da Seae informa que houve aumento, entre janeiro de 2008 e julho de 2009, de 48 tarifas, enquanto foi registrada queda em 30 delas. Em três tarifas, a Seae não soube informar a variação e, em duas delas, houve estabilidade.

A Seae lembra que os serviços para empresas não foram padronizados pelo governo, ao contrário das tarifas de pessoas físicas. "Assim é possível que movimentos de subsídio cruzado surjam entre estes dois setores. Isto é, os bancos poderiam compensar a existência de restrições no segmento de pessoas físicas com reajuste de preços no segmento de pessoas jurídicas", avaliou a Seae.

Segundo o órgão, entre as tarifas que subiram, para as pessoas jurídicas, estão: renovação de ficha cadastral (+93%); manutenção do cartão de crédito e saque (+20%); confecção de cartão de crédito e saque (+33%); talão de cheques com dez folhas (+23%); compensação de cheque (24%) e concessão de cheque especial (+79%), entre outros.

Fonte: g1, www.g1.com.br