Calor fez demanda por energia subir em 2,6%

Calor fez demanda por energia subir em 2,6%

Demanda bateu recordes sucessivos nesta semana

A carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 2,6% em janeiro na comparação com dezembro, informou nesta sexta-feira o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Frente a janeiro de 2009, a alta do consumo foi de 12,1%.

A variação em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o ONS, pode ser explicada pela baixa base de comparação: janeiro de 2009 foi um mês bastante afetado pela crise econômica. Além disso, as altas temperaturas verificadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste no mês passado influenciaram o consumo de energia.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, houve alta de 1,9% na carga do sistema. Em seu Boletim de Carga Mensal, o ONS lembra ainda que houve, em 2009, a incorporação ao SIN dos Estados de Rondônia e Acre, que representam uma carga média de 400 MW.

A demanda média de energia no Sistema Interligado Nacional em janeiro somou 56.031 megawatts, expansão de 1,9% em 12 meses.

O consumo de energia vem batendo recordes neste mês de fevereiro. Na quinta-feira, a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) bateu seu quarto recorde histórico consecutivo, atingido o pico de 70.654 MW às 14h49, segundo o ONS.

Regiões

Entre os subsistemas do SIN, a maior taxa de crescimento no mês passado foi registrada no Sudeste/Centro Oeste (14,4%), com grande influência das altas temperaturas. De acordo com o ONS, as temperaturas máximas ficaram acima da média histórica para o mês de janeiro. A onda de calor, inclusive, é tida como responsável pelos quatro recordes sucessivos na demanda de energia esta semana. Também em janeiro, no Sul, houve alta de 9,8% e, no Nordeste, de 9,5%.

"O crescimento da carga do mês de janeiro indica a continuidade da trajetória de recuperação da atividade econômica, que vêm ocorrendo desde o segundo semestre de 2009", afirma em relatório o ONS. Também contribuíram "temperaturas elevadas, cujas máximas foram superiores tanto à média histórica do período quanto às verificadas nesse mês do ano anterior", acrescenta o órgão.

Fonte: g1, www.g1.com.br