Com crise, "descontos" no preço de ilhas nos EUA chegam a US$ 4 mi

Com crise, "descontos" no preço de ilhas nos EUA chegam a US$ 4 mi

Queda se deve a preços altos pedidos inicialmente, diz empresa. Ilha na Flórida está US$ 4 milhões mais barata com a promoção.

A economia mundial começa a se recuperar e os preços das ilhas também, mas ainda é possível encontrar promoções de quase 50%, segundo a Private Islands, empresa especializada na comercialização de ilhas. ?Menos que o reflexo do mercado, a redução de preços é resultado das ofertas que se faz, de donos pedindo um preço muito alto inicialmente e depois abaixando para um mais realista?, diz Chris Krolow, dono da Private Islands.

A campeã de desconto é a Lake Winter, que está quase 50% mais barata, e agora pode ser comprada por US$ 650 mil. Com um chalé mobiliado, todo cercado por árvores, ela tem telefone, energia elétrica e é anunciada como um bom local para pescar em Wisconsin, nos EUA. Para facilitar o pagamento, os donos dizem aceitar também imóveis em troca.

A ilha Melody Key, na Flórida, também nos EUA, custa US$ 4 milhões a menos com o desconto de 40% em relação ao preço pedido inicialmente. Antes por US$ 10 milhões, a ilha recém-reformada, com infraestrutura sustentável de aquecimento, uso de água e uma casa com três suítes, agora sai por US$ 5,995 milhões.

A ilha tem praias particulares e também uma piscina. Com 24 mil m² de área, tem também porto para atracar barcos e espaço sobrando para a construção de outra casa de três quartos, segundo o anúncio.

Segundo a Private Islands, a ilha já foi vendida várias vezes com a intermediação, mas este vem sendo o preço mais alto já cobrado. ?O dono ficou ganancioso. Temos muitos donos como esse, que colocam os preços muito altos?, diz Krolow.

A justificativa de alta geralmente tem relação com benfeitorias feitas às ilhas, que costumam ser caras, como piers para barcos grandes. O problema é que alguns donos supervalorizam as mudanças.

A estratégia do dono da ilha Stranger"s Cay, nas Bahamas, foi fazer uma promoção mais curta, anunciada como por "tempo limitado". Com um desconto de 14%, a ilha teve o preço reduzido de US$ 3,2 milhões para US$ 2,75 milhões. Para os que ainda acham o preço alto, o anúncio diz que também é possível comprar apenas metade da ilha, por US$ 1,6 milhão.

A Stranger"s tem 1,5 milhão de km², mas é inabitada e um tanto quanto íngreme. A ilha é coberta por uma capa verde de árvores e arbustos e tem vias abertas para permitir a passagem em meio à densa vegetação, ao longo da qual há uma copa 20-30 metros acima.

Após o desconto de US$ 150 mil, comprar uma ilha sem construções e de quase 65 mil m² ficou 26% mais barato. Agora, por US$ 425 mil é possível levar a ilha Ram Island, com três praias de rochas em que o destaque é a solidão.

Também nas Bahamas, a Sandy Cay é cercada por águas cristalinas azul turquesa, tem quatro casas e vai com cinco navios incluídos no preço de US$ 15 milhões, já com desconto. Sem os quase 17% de abatimento, a ilha custava US$ 3 milhões a mais (US$ 18 milhões).

A ilha Sandy tem também um porto privado, que abriga os navios, um centro de ginástica e duas praias de areias brancas, uma no oeste e outra no sudeste da ilha. Na casa, há um escritório no piso mais baixo para o gerente da ilha.

Pós-crise

Segundo a Private Islands, o mercado de ilhas vem se recuperando após a crise financeira global, que fez com que os preços parassem de cair, no geral. Diferentemente do período entre os anos de 2008 e 2011, agora o momento é de acomodação, o que faz as ?promoções? um achado.

?A recessão forçou os preços para baixo e as pessoas se interessaram por regiões que tiveram preços reduzidos, como foi o caso da Grécia em 2008 e 2009. Hoje não vejo os preços caindo?, diz Chris Krolow.

Outra dificuldade em se achar ilhas com preço reduzido é que promoções não costumam ser anunciadas, já que pode trazer a suspeita de que há problemas com as ilhas. ?Geralmente não se diz que se está fazendo redução de preços. É um mercado em que as vendas demoram. Há poucos compradores no mundo?, diz Krolow.

Ele lembra que o tempo de venda é maior que o de uma casa, por exemplo. ?Se uma casa fica seis meses há venda, tem alguma problema. Já uma ilha, não necessariamente?, aponta.


Com crise,

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Fonte: G1