Confiança do comércio piora pela 5ª vez seguida, informa estudo da FGV

No trimeste encerrado em maio, o indicador atingiu 122,8 pontos, ante 127,4 pontos no mesmo período de 2012

O Índice de Confiança do Comércio piorou pela quinta vez consecutiva ao recuar 3,6% na média do trimestre concluído em maio frente ao mesmo período do ano passado, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No trimeste encerrado em maio, o indicador atingiu 122,8 pontos, ante 127,4 pontos no mesmo período de 2012. No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em abril em comparação com igual trimestre de 2012, a FGV havia anunciado queda de 2,9%.

"O resultado sinaliza que a atividade econômica do setor continua em ritmo menos intenso que no mesmo período do ano passado", disse a FGV.

O setor de Varejo Restrito teve baixa de 6,2% no trimestre concluído em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, ante queda de 4% em abril. O recuo marcou a sexta piora consecutiva da taxa.

No Varejo Ampliado, setor que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, a confiança recuou 4,5% no indicador trimestral até maio, após ter registrado queda de 3,6% no período de três meses encerrado em abril.

Já no Atacado, o índice de confiança caiu 1,9% no trimestre até maio, depois de perder 1,6% no resultado de três meses anterior.

Por sua vez, o indicador do estudo que mede a percepção do setor em relação à demanda no momento atual --o Índice de Situação Atual (ISA-COM) médio-- registrou 96,9 pontos, queda de 2,6% em relação ao obtido no mesmo período do ano anterior. O indicador trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,3%, para 148,6 pontos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulga na quarta-feira dos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.

A expectativa, de acordo com pesquisa da Reuters é de crescimento de 0,9% sobre o período anterior, maior alta desde o fim de 2010, de acordo com a mediana de projeções de 31 economistas consultados pela Reuters. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o Brasil provavelmente cresceu 2,3%.

Fonte: UOL