Cotação do dólar cai 1,6% durante a semana e fecha abaixo de R$ 1,90

Considerando o ano, o recuo do dólar chega a 18,7%.

O dólar encerrou a sexta-feira (24) em alta ante o real, com um ajuste frente à baixa acumulada recentemente e investidores mais cautelosos após a divulgação de resultados corporativos abaixo do esperado e queda da confiança do consumidor norte-americano.

A moeda norte-americana subiu 0,42% e fechou os negócios cotada a R$ 1,897 na venda. Na semana, no entanto, o dólar acumula queda de 1,6%, enquanto no mês a baixa é de 3,4%.

Considerando o ano, o recuo do dólar chega a 18,7%.

Frente a uma cesta com as principais moedas mundiais, o dólar operava estável nesta tarde.

"As bolsas de valores (dos EUA) aproveitaram essa sexta-feira para realizar lucros, e o mercado de câmbio doméstico acompanhou esse movimento", disse Felipe Pellegrini, gerente de operações da corretora Confidence.

Os balanços do segundo trimestre divulgados por Microsoft, American Express e Amazon, após o fechamento dos mercados na véspera, vieram abaixo do esperado e reduziram os ganhos das bolsas de valores dos Estados Unidos.

O índice Dow Jones operava estável no momento em que foram encerradas as operações no mercado doméstico de câmbio, enquanto o Nasdaq recuava. O Ibovespa apresentava ligeira alta.

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A queda das bolsas nos EUA foi acentuada após a divulgação do índice de confiança do consumidor norte-americano que piorou no fim de julho, atingindo o menor nível desde abril.

"Há ainda uma incerteza muito grande em relação aos balanços corporativos, que têm surpreendido positivamente (em geral). Mas os fundamentos econômicos são favoráveis à queda do real, com uma diminuição da aversão ao risco e recuperação dos preços das commodities", afirmou Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

Pellegrini lembrou que a expectativa de novas ofertas de ações e boa participação de investidores estrangeiros deve contribuir para a tendência de queda do dólar. "Acredito que a tendência do dólar no curto prazo ainda é de queda, também por conta da perspectiva de entrada de mais recursos por meio de IPOs", disse.

Fonte: g1, www.g1.com.br