Cotado para ministério, Abilio Diniz escreve carta aberta e pede ""grande governo""

É cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no governo da petista.

O empresário Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Pão de Açúcar, divulgou nesta segunda-feira carta aberta aos 145 mil funcionários, manifestando apoio à eleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República.

Diniz, cuja empresa teve lucro líquido de R$ 188,5 milhões no primeiro semestre, incluindo as operações da rede Ponto Frio, é cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no governo da petista.

Em junho, sua mulher, Geyze Diniz, promoveu encontro com um grupo de 38 socialites e "executivas de influência" na sala de estar de Abílio, em favor da candidatura Dilma. Em março, durante um evento do grupo, Diniz teria se declarado um eleitor da petista.

"Assim como fiz há oito anos, na primeira eleição de Lula, quando vim a público e declarei meu voto para José Serra, venho agora dizer que confiei o meu voto à Dilma Roussef. Estou feliz com a sua vitória e espero que o Brasil e os brasileiros tenham com ela um grande governo, com a continuidade do desenvolvimento sustentável", declarou.

E completou: "Nos anos 80 --para mim, minha década perdida-- quando fui membro do Conselho Monetário Nacional, o que eu mais almejava para o meu País era democracia, crescimento, geração de empregos e maior distribuição de renda. Demorei muito para ver isto acontecer. Na verdade, isso só ocorreu no governo do Presidente Lula".

Após quatro parágrafos, o empresário concluiu, enigmático sobre o rumor do ministério: "Desejo muito sucesso a Dilma. Que Deus a proteja, lhe dê saúde e ilumine seu caminho. De minha parte, continuarei trabalhando firme para ajudar a construir um Brasil melhor, mais humano e solidário. Continuarei fazendo aquilo que acredito ser a maior contribuição de um empresário comprometido com o seu país e com o social: crescer sustentavelmente, gerar empregos e contribuir com o aumento e distribuição de renda".

Fonte: g1, www.g1.com.br