Custo de extração do petróleo triplica em 5 anos

Preços aumentaram em decorrência da falta de equipamentos e serviços no setor

O custo para extrair petróleo e gás natural no Brasil triplicou em cinco anos, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta terça-feira (1º). Do terceiro trimestre de 2003 ao mesmo período de 2008, o preço saltou de R$ 6,15 (US$ 3,42) por barril para R$ 18,72 (US$ 10,4).

No Brasil, esse aumento é resultado direto da falta de equipamentos e serviços no setor e do avanço na pesquisa e na extração de óleo em direção a áreas mais profundas. O instituto reconhece que a dificuldade da busca e da extração de petróleo e gás no pré-sal contribuíram para esse aumento nos preços.

- Os pesquisadores verificaram que, no caso brasileiro, houve claramente um aumento dos custos de extração. Este fato reflete a expansão da fronteira petrolífera em direção a áreas com profundidades cada vez maiores.

O instituto diz que o governo deveria investir em tecnologia de produção e dar ênfase aos ?aspectos institucionais, políticos e regulatórios? sobre o setor.

Quatro projetos tramitam na Câmara e no Senado sobre a legislação para o pré-sal e ainda não foram votados. O principal debate é sobre a divisão dos lucros do pré-sal para os municípios brasileiros.

Reforma energética

Para o Ipea, a fronteira de exploração e de produção do pré-sal estabelece uma ?mudança radical? na indústria brasileira do petróleo, com reflexos sobre a estrutura de arrecadação e aplicação de participações governamentais.

Segundo o instituto, o país poderia até perder competitividade nos demais setores econômicos se não souber administras as reservas e não reformar as diretrizes da exploração de fontes de energia brasileiras.

A pesquisa faz parte da série de estudos Eixos do Desenvolvimento Nacional, divulgados pelo Ipea para servirem como guias para o próximo presidente eleito. Entre os estudos já divulgados estão análises sobre as rodovias brasileiras, os portos, o setor energético e os aeroportos.

Fonte: R7, www.r7.com