Dia das Mães não deve gerar empregos no comércio em Teresina

Os lojistas de Teresina esperam um aumento de 5% nas vendas, mas não devem contratar funcionários temporários para atender a data, que é considerada a segunda mais lucrativa para o comércio

Apesar do mercado se mobilizar pouco a pouco para o Dia das Mães - a segunda melhor data para o varejo após o Natal - e aumento esperado de 5% nas vendas, o comércio em Teresina não deve contratar funcionários temporários para atender aos filhos que desejam comprar presente para comemorar a data. O fraco desempenho da economia está levando os clientes a escolherem presentes mais baratos este ano, evitando a necessidade do comércio em arcar com mais gastos.


Segundo o Sindicato dos Lojistas do Piauí (Sindilojas), a decisão de não investir tanto em estratégias para a data é um reflexo das vendas ruins que as lojas enfrentaram no primeiro trimestre de 2015. Segundo o presidente do sindicato, Luís Antônio Veloso, os meses de janeiro e fevereiro estiveram entre os piores meses do comércio em anos. “Os primeiros meses do ano foram muito ruins para nós, vimos perdas imensuráveis em vários setores. O mês de março apresentou alguma melhora, mas estes quinze primeiros dias de abril se mostraram ruins para os comércios. As lojas estão vazias e os consumidores não estão comprando como antes”, explica.

Em termo de estratégias para levar mais consumidores às lojas, nada de novo será implantado ao varejo local e a única estratégia planejada até o momento será o horário ampliado de funcionamento das lojas no sábado que antecede o Dia das Mães. Nesse dia, as lojas do centro funcionarão até às 18h. Entretanto, o setor varejista segue forte no desejo de impulsionar as vendas. “A sociedade compreende que a mãe é o pilar da família, fazendo com que a data seja celebrada a cada ano com mais força. O consumidor busca encontrar uma forma de presentear a mãe, reconhecendo o papel essencial para a família, por isso, trabalhamos com uma expectativa positiva de 5% em relação a 2014”, diz o presidente.

A forma de comemorar o Dia das Mães mostra pouca mudança em relação ao ano passado, como seria de esperar, embora um leve incremento no hábito de celebrar em restaurantes e pizzarias deve ser considerado. Todavia, a distribuição dos gastos entre as diversas formas de comemoração não apresentou mudanças nítidas. Entre os itens mais procurados ainda estão os de vestuário, calçados, bolsas e acessórios, joias e bijuterias, perfumes, produtos de beleza e eletrônicos.

Segundo Veloso, vários fatores explicam a queda nas vendas. “A economia do país está em um momento ruim e isso reflete diretamente na inflação, que determina o aumento de vários produtos. Além disso, a alta de elementos essenciais, como energia e combustível, determinam prioridades essenciais para os chefes de família.

Com os alimentos em alta, sobra menos dinheiro para as compras, impactando diretamente o setor varejista em todo o Estado”, aponta o presidente do Sindilojas.

 

Fonte: OLEGÁRIO BORGES