Dívida pública recua 1,39% em setembro

Tesouro emitiu menos títulos do que o volume de resgates em setembro

A dívida pública federal, o que inclui os débitos internos e externos, recuou 1,39% em setembro deste ano, para R$ 1,48 trilhão, informou nesta quinta-feira (22) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em agosto, a dívida pública somou R$ 1,50 trilhão. Essa é a primeira redução da dívida pública desde abril deste ano.

Dados do Tesouro Nacional mostram que a dívida caiu em setembro por conta do baixo volume de emissões de títulos públicos. No mês passado, a instituição emitiu R$ 18,93 bilhões em papéis da dívida interna, ao mesmo tempo em que os resgates (vencimentos) dos títulos públicos totalizaram R$ 46,56 bilhões.

Com isso, houve um resgate líquido (acima das emissões, o que contribui para a queda da dívida) de R$ 27,63 bilhões no endividamento interno - valor que foi parcialmente compensado pela despesa com juros de R$ 11 bilhões. Dívida interna e externa Por conta do resgate de papéis, a dívida interna total caiu 1,08% em setembro, para R$ 1,38 trilhão, contra R$ 1,4 trilhão em agosto.

No caso da dívida externa, por sua vez, houve o resgate líquido (também acima das colocações de papéis) de R$ 1,49 bilhão, informou o Tesouro Nacional. Em setembro, a dívida externa somou R$ 103 bilhões, com recuo de 5,44% em relação ao mês de agosto (R$ 108,9 bilhões).

Composição da dívida interna Em agosto deste ano, ainda segundo o Tesouro Nacional, dívida pública interna atrelada à variação da taxa básica de juros, a Selic - após a contabilização dos contratos de swap emitidos pelo Banco Central - caiu para R$ 511 bilhões (ou 36,9% do total). Em agosto, o patamar da dívida pós-fixada estava em R$ 545,3 bilhões, ou 38,9% do total.

Em setembro, a dívida prefixada, isto é, cuja correção é determinada no momento do leilão, subiu para R$ 452 bilhões, ou 32,67% do total, contra R$ 438 bilhões (ou 31,2% do total), em agosto deste ano. Já a parcela da dívida atrelada à índices de preços (inflação) somou R$ 394 bilhões em setembro, ou 28,47% de toda dívida, contra R$ 389 bilhões, ou 27,83% do total, em agosto deste ano.

Fonte: g1, www.g1.com.br