Dólar fecha abaixo de R$ 1,75 pela primeira vez em três meses

Moeda norte-americana terminou em queda de 0,51%, a R$ 1,749

O dólar fechou abaixo de R$ 1,75 nesta quarta-feira (14) pela primeira vez desde janeiro, aproveitando o cenário externo favorável e a perspectiva de entrada de recursos no país para cravar a quinta baixa seguida e a 11ª em 12 dias de negociação.

A moeda norte-americana terminou em queda de 0,51%, a R$ 1,749. É a menor cotação de fechamento desde 12 de janeiro. No mês, a divisa tem queda de 1,80% e, no ano, tem variação positiva de 0,34%.

Otimismo

Prevalecia no exterior o otimismo com balanços corporativos e indicadores macroeconômicos positivos nos Estados Unidos. Com isso, a moeda norte-americana pôde romper o nível de 1,75 real, que vinha sendo respeitado desde o início de abril.

"A queda do dólar é pelo bom humor internacional e pela continuação do fluxo positivo em decorrência dos altos juros praticados no país", resumiu Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor.

Até a semana passada, para alguns analistas, a queda do dólar abaixo de R$ 1,75 era improvável por causa da incerteza sobre a Grécia - reduzida após a definição do pacote de ajuda - e por causa de uma possível atuação do Tesouro na compra de dólares no mercado à vista.

Mas nenhum dos dois fatores tem atuado recentemente para favorecer a alta do dólar. Por isso, profissionais de mercado têm notado um aumento das apostas na valorização do real, com a zeragem de posições compradas em dólar. Alguns chegaram a citar operações "de giro" por parte de tesourarias de bancos com o sentido de intensificar a queda do dólar.

O mercado tem reforçado a aposta em uma alta da taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no fim do mês. Nesta sessão, os juros futuros atingiram os maiores patamares do ano na BM&FBovespa.

Em abril, a entrada de moeda estrangeira no país superou a saída em US$ 153 milhões nos seis primeiros dias úteis do mês, segundo o Banco Central. No ano, o país registra US$ 2,943 bilhões em fluxo positivo.

Fonte: g1, www.g1.com.br