Dólar fecha em alta e acumula ganho de 9,15% no semestre

Dólar fecha em alta e acumula ganho de 9,15% no semestre

No mês, dólar subiu 4,17%; no acumulado no semestre, alta foi de 9,15%.

O dólar encerrou o último pregão do semestre em alta, mesmo após o Banco Central ter voltado a atuar no mercado de câmbio com a realização de dois leilões de swap tradicional - equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro.

A moeda norte-americana fechou a sexta-feira (28) em alta de 1,63%, para R$ 2,2317 na venda. Na semana, entretanto, a moeda recuou 0,57%

No mês, o dólar subiu 4,17%. No acumulado no 1º semestre do ano, a alta foi de 9,15%. No 2º trimestre, o avanço ficou em 10,40%, o maior desde o segundo trimestre de 2012, quando a moeda subiu 10,65%.

O BC atuou duas vezes no mercado nesta sexta-feira para tentar conter o fortalecimento da divisa dos Estados Unidos, vendendototal de 80 mil contratos de swap cambial tradicional, mas a moeda norte-americana continuava influenciada pelo mau humor na cena externa.

Mais cedo nesta sessão, a disputa pela Ptax deu força à valorização do dólar e, nem mesmo após a sua formação por volta das 13h, a pressão sobre o câmbio não deu trégua. A Ptax é uma taxa média calculada pelo BC e usada com referência naliquidação de diversos contratos de câmbio e derivativos.

A alta do dólar era influenciada também pelos renovados temores no exterior diante da possibilidade de redução nas compras de bônus do Federal Reserve, após um integrante do bancocentral norte-americano citar setembro como uma possível data para reavaliar o estímulo.

"À medida que se aproxima do momento em que o Fed começará a reduzir os estímulos, vamos ter uma nova rodada de desvalorização das moedas ante o dólar", afirmou à Reuters o estrategista-chefe do WestLB, Luciano Rosgtagno.

Nos últimos dias, integrantes do Fed saíram a público para tentar acalmar os mercados, afirmando que talvez o início das reduções dos estímulos não estaria tão perto.

Nesta sessão, porém, o pessimismo nos mercados globais havia voltado a crescer diante das declarações de Jeremy Stein, integrante do Fed, que citou setembro como uma possível data para reavaliar o estímulo do banco central.

Nesta sexta-feira, o BC piorou suas projeções sobre as contas públicas neste ano, deixando claro seu desconforto com os rumos incertos da política fiscal ao trabalhar agora com três cenários diferentes para este indicador.

Fonte: G1