Dólar registra nova mínima para o ano e fecha cotado a R$ 1,727

Com ofertas de ações, há expectativa de entrada de recursos no país

 O dólar comercial renovou o menor patamar desde o início de setembro do ano passado no pregão desta terça-feira (13). A moeda norte-americana fechou o dia em queda de 0,57%, cotada a R$ 1,727. A volta do feriado teve liquidez abaixo da média em um dia com poucos indicadores.

A poucos minutos do fechamento, segundo a BM&FBovespa, o volume de operações com liquidação em dois dias era de pouco mais de US$ 1,6 bilhão. As notícias favoreciam a tendência de valorização do real por conta da entrada de capitais. Duas novas ofertas de ações foram confirmadas: a Cetip pode movimentar até R$ 1,15 bilhão em uma oferta inicial de ações (IPO), e a Cyrela pode levantar até R$ 1,33 bilhão em uma nova oferta primária.

A reserva da primeira operação será feita entre 20 e 23 de outubro, com preço fixado no dia 26 e início de negociação no dia 28. Já a oferta da Cyrela terá reserva entre 22 e 26 de outubro, com preço fixado no dia 27. Em meio à expectativa de entrada de recursos, o mercado ajustou a previsão para a taxa de câmbio no final de 2009. Segundo o boletim Focus, o mercado projeta o dólar a R$ 1,76 no fim do ano, contra estimativa anterior de R$ 1,80.

A previsão para 2010 continuou a R$ 1,80. Mercado externo No mercado externo, o dólar alcançou o menor patamar em 14 meses em relação a uma cesta de moedas nesta terça-feira, quando investidores voltaram suas atenções à perspectiva para a taxa de juro norte-americana. Expectativas de uma recuperação global fora dos Estados Unidos contribuíam com a crescente demanda por moedas ligadas a commodities e de países em crescimento, como o dólar canadense e o australiano, em detrimento da moeda norte-americana.

Taxas mais altas tornariam os ativos dos Estados Unidos mais atrativos e impulsionariam a procura pelo dólar. "O dólar está sob pressão porque as taxas de juros daqui são as mais baixas e vão continuar baixas no futuro previsível", disse John McCarthy, diretor de câmbio na ING Capital Markets em Nova York.

O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) vai divulgar a ata da reunião de setembro na quarta-feira, e investidores vão examinar de perto o texto atrás de pistas sobre quando o banco central norte-americano vai subir o juro básico e reduzir o seu programa de estímulo. Mas, por enquanto, com a taxa próxima de zero, os investidores estão focados no fato de que o governo dos EUA defende a política de dólar forte, mas pouco tem agido para isso.

Fonte: g1, www.g1.com.br