Emprego na indústria aumenta 1,1%

Emprego na indústria aumenta 1,1%

O índice foi registrado no mês de novembro. Desempenho foi o melhor do mês desde 2001

O nível do emprego na indústria em novembro foi 1,1% maior que o patamar verificado em outubro do ano passado, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (12). O número é o melhor desde janeiro de 2001, quando começou a série histórica, e o quinto resultado positivo consecutivo.

Apesar do resultado favorável, a quantidade de postos de trabalho no setor apresenta diminuição de 5,2% nos últimos 12 meses. Na comparação entre novembro de 2009 e novembro do ano imediatamente anterior, também há retração. O penúltimo mês do ano passado registrou um recuo de 4,1% na ocupação da indústria em relação ao mesmo período de 2008.

Este desempenho se explica pela base de comparação forte verificada em 2008, ou seja, quando a fase mais aguda da crise econômica mundial começava e o nível de emprego na indústria estava mais elevado.

As regiões que apresentaram as maiores influências negativas na comparação entre novembro do ano passado e novembro de 2008 foram o Estado de São Paulo, com recuo de 3%, Minas Gerais, com queda de 9,1%, região Norte e Centro-Oeste, onde a diminuição foi de 6,5%, e o Paraná, com redução de 5,5%.

Em São Paulo, as quedas mais acentuadas vieram dos meios de transporte, com redução de 13,6%, máquinas e equipamentos, com recuo de 9,3%, e produtos de metal (queda de 11,3%). Já em Minas Gerais, o emprego no setor de vestuário ficou 28,3% menor. Depois vieram alimentos e bebidas (recuo de 7,1%) e metalurgia básica (diminuição de 13,1%).

Norte e Centro-Oeste tiveram fortes perdas na indústria da madeira, com encolhimento de 29,6% dos postos de trabalho, e em máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações ? diminuição de 18,4%. No Paraná, os recuos mais expressivos vieram da indústria de transformação (-19,7%) e madeira (-17,1%).

Tempo de trabalho

O número de horas pagas cresceu 0,9% em novembro de 2009 em comparação com outubro - sexto salto consecutivo. Apesar da alta na relação mês a mês, a quantidade de tempo paga em novembro de 2009 ficou 3,6% menor que o mesmo mês de 2008 e acumula retração de 6% nos últimos 12 meses.

No comparativo entre os mesmos períodos do ano passado com 2008, treze dos quatorze locais pesquisados reduziram o número de horas pagas, ou seja, o tempo que o trabalhador permanece na empresa diminuiu. As principais contribuições negativas do recuo de 3,6% vieram de Minas Gerais, com retração de 7,8% no indicador, Norte e Centro-Oeste ? com queda de 7,9% - e de São Paulo, onde a redução de 1,9% foi considerável.

Fonte: R7, www.r7.com