Emprego na indústria do Brasil volta a crescer após queda

O número de horas pagas ficou estável em julho, se comparado a junho

O nível de emprego na indústria voltou a subir, depois de nove meses em queda, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em julho, houve alta de 0,4% em relação a junho. Em relação a igual período do ano passado, o movimento de retração foi mantido.

A queda foi de 7%, oitavo recuo consecutivo. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 2,7%. No acumulado de janeiro a julho, verifica-se queda de 5,4% em relação a igual período em 2008.

O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve a terceira variação positiva, com alta de 0,1% frente a junho. Em relação a julho de 2008, houve retração de 3,9% neste indicador. No acumulado dos sete primeiro meses do ano, a folha de pagamento caiu 1,6% na comparação com igual período em 2008. No acumulado nos últimos doze meses, houve avanço de 1,5%.

O número de horas pagas ficou estável em julho, se comparado a junho. Em relação a mês correspondente no ano passado, foi observado recuo de 7,6%. No acumulado de janeiro a julho, a queda é de 6,1% sobre igual período em 2008. Nos últimos 12 meses, a redução do número de horas pagas é de 3,2%. Houve queda em todas as 14 regiões pesquisadas, se analisadas de forma comparada a julho de 2008.

As principais influências vieram de São Paulo (-5,2%), Minas Gerais (-12,2%), região Norte e Centro-Oeste (-10,8%) e Rio Grande do Sul (-9,1%). A retração no emprego na indústria paulista foi influenciada pelos desempenhos ruins dos setores de meios de transporte (-14,7%) e máquinas e equipamentos (-11,6%).

O emprego industrial apresentou recuo em 17 dos 18 setores investigados, na comparação com julho de 2008. As principais retrações foram notadas na cadeia de produção de meio de transporte (-12,9%), máquinas e equipamentos (-12,3%), produtos de metal (-11,7%) e vestuário (-8,7%). Apenas o emprego no setor de papel e gráfica subiu em julho, com alta de 8,6%.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br