"Emprego na indústria tem queda pelo quinto mês seguido", aponta pesquisa IBGE

Desde outubro, o nível de emprego na indústria acumula queda de 5,2%

A indústria brasileira seguiu demitindo em fevereiro, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo mês do ano, o emprego no setor recuou 1,3% na comparação com janeiro, a quinta queda mensal consecutiva. Na comparação entre meses de fevereiro, a queda foi de 4,2% - a maior desde o início da pesquisa, em 2001.

Desde outubro, o nível de emprego na indústria acumula queda de 5,2%. No ano, o resultado também ficou negativo, em -3,4%. Em 12 meses, a taxa ainda é positiva, de 1,0%, mas vem ?encolhendo? desde agosto, quando ficou em 3,0%.

?Os indicadores negativos do emprego e do número de horas pagas em fevereiro foram diretamente influenciados por fatores relacionados à redução generalizada na atividade fabril, que vem afetando especialmente os ramos produtores de bens de consumo duráveis, intermediários e bens de capital?, afirmou o Instituto em nota.



Segundo o IBGE, treze dos catorze locais pesquisados reduziram o contingente de trabalhadores entre janeiro e fevereiro. O dado mais negativo para o resultado geral veio de São Paulo, estado que concentra a maior parte dos empregos industriais, onde a queda foi de 3,6%. Quedas importantes também foram vistas em Minas Gerais, de 5,5%, e região Norte e Centro-Oeste (-6,7%).

Por setores, os principais destaques negativos na média global foram vestuário (-8,9%), calçados e artigos de couro (-9,6%) e madeira (-14,8%).

HORAS PAGAS

Apesar da queda no nível de emprego, a folha de pagamento das indústrias registrou em fevereiro alta de 1,9% na comparação com janeiro. Foi a primeira alta depois de quatro resultados negativos seguidos. Em relação a fevereiro de 2008, o valor real da folha de pagamento também cresceu 1,9%.

Já o número de horas pagas foi reduzido em 0,4%, no quinto recuo consecutivo nessa base de comparação. O índice chegou a -5,7% frente a fevereiro de 2008, o menor da série do IBGE, e a -4,7% no acumulado no ano.

Fonte: g1, www.g1.com.br