Empresas de varejo aposta nos eletrônicos contra crise de venda

Vendas de fim de ano devem ser impulsionadas por produtos mais caros, como as TVs de tela fina e 3D, que prometem ser as estrelas do Natal.

Apesar de estarem adiando as encomendas e admitirem que as vendas esfriaram, as grandes redes varejistas oficialmente ainda apostam em perspectivas favoráveis para o fim de ano. O principal motor deve ser a venda de eletroeletrônicos, impulsionada pelo emprego em níveis elevados e pelos reajustes salariais acima da inflação neste semestre.

As redes varejistas estão dispostas a atingir as metas de vendas mesmo que o mercado não tenha crescimento significativo. "Aposto num fim de ano forte", diz Roberto Fulcherberguer, vice-presidente comercial da Globex, que reúne a Casas Bahia e o Ponto Frio.

Ele não revela a meta de crescimento de vendas para o Natal nem quanto vai ampliar as encomendas, mas destaca que ela será cumprida, mesmo que o mercado não cresça na mesma proporção. Isso significa que a empresa considera nessa meta ganhos de fatias de mercado da concorrência. "Estamos iniciando as conversas com a indústria para fazer as encomendas", conta.



"Ainda não fiz as encomendas", diz o supervisor-geral da Lojas Cem, José Domingos Alves. Ele projeta crescimento de 20% nas vendas de Natal em relação à mesma data de 2010. Segundo o executivo, o cenário de vendas só vai mudar se houver desemprego no País. "Os reajustes salariais vão sustentar o consumo", acredita o executivo. Outro fator apontado por ele para que as vendas aumentem neste Natal é a estabilidade de preços dos bens duráveis.

Thiago Baisch, diretor de vendas da Lojas Colombo, projeta alta de 10% nas vendas de Natal. "Esse é o ritmo que temos observado até agosto", conta o executivo. Entre os destaques de produtos para o Natal, ele aponta os televisores de LED e 3D, de todas as polegadas, e também as TVs de LCD acima de 42 polegadas, tablets e os smartphones. Como esses produtos são de maior valor unitário, ele prevê um acréscimo na receita média de vendas.

Fonte: Estadão, www.estadao.com.br