Espaços públicos são vendidos nas feiras livres no Ceará

Comerciantes loteiam áreas nas feiras de Messejana e Parangaba

Loteamento do espa?o p?blico. ? isso o que est? acontecendo nas principais feiras da cidade. Em Parangaba e Messejana, metros quadrados s?o vendidos, alugados ou transferidos por valores consider?veis. A pr?tica, ilegal, ? realizada ?s claras pelos comerciantes e desconhecida, pelo menos oficialmente, pela Prefeitura de Fortaleza, que admite ter perdido o controle sobre a ocupa??o de muitas feiras livres.

Domingo j? ? sagrado. ? a oportunidade para milhares de comerciantes exporem as mercadorias e lucrarem com a venda de alimentos e uma outra infinidade de produtos. H? quem fature at? R$ 700,00 em um ?nico domingo na feira da Parangaba. De olho nessa rentabilidade que s? exige investimento em mercadorias, j? que a infra-estrutura de uma barraca ? m?nima e a taxa anual de manuten??o paga ao Munic?pio n?o passa de R$ 5,00, muitas pessoas procuram, de todas as formas, um espa?o para armar, literalmente, uma barraca.

Pontos Alugados

Essa grande procura acaba gerando um com?rcio paralelo, que n?o ? de bens materiais, mas sim do espa?o p?blico. Os pontos nas feiras da Messejana e Parangaba s?o comercializados a pre?os que variam de R$ 400,00 a R$ 2 mil. H? at? quem esteja pedindo R$ 3 mil para transferir a barraca para um novo dono. Depois do espa?o demarcado, montar a barraca ? a coisa mais f?cil, pois h? pessoas que trabalham somente com o aluguel de bancas de madeira e toldos de pl?stico.

O aluguel de uma barraca custa, em m?dia, de R$ 7,00 a R$ 10,00, por dia. Nesse caso, o interessado precisa chegar bem cedo e negociar o pre?o com as pessoas que prestam esse tipo de servi?o, que j? est? praticamente institucionalizado, pois a Prefeitura tem conhecimento dessa pr?tica e n?o interfere nela, j? que se trata de um servi?o privado procurado pelos ambulantes e que n?o influencia diretamente na organiza??o do local. ? o que garante o encarregado de feiras da Secretaria Executiva Regional VI, Francisco Estev?o da Silva.

Os comerciantes da Parangaba dizem que quem manda na regi?o ? a lei do mais forte. ?Como a feira ? toda irregular, cada um cuida do seu pr?prio ponto. E se voc? n?o abrir o olho, um outro feirante pode vir e tomar seu lugar?, afirmou um comerciante que preferiu n?o se identificar. Ele conta que o que determinar? o valor de um ponto na ?rea ? o tamanho da barraca e a localiza??o pretendida. O menor valor ? R$ 400,00 e o maior R$ 2 mil.

Para quem n?o disp?e dessas quantias, resta ainda a op??o de encontrar um espa?o na ?marra? para se fixar. ?? s? chegar cedo e procurar um lugar para montar a sua barraca. ? preciso ter muito peito, pois todos os espa?os da feira est?o lotados. Se colar, colou?, revelou um comerciante. Dif?cil ? encontrar esse espa?o, pois, at? mesmo para se locomover na ?rea ? complicado. Barracas, pessoas e produtos legais ou ilegais se misturam no P?lo de Lazer da Parangaba.

Fonte: Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br