Férias: água e cerveja custam até o dobro de uma praia para outra

Férias: água e cerveja custam até o dobro de uma praia para outra

Levantamento do G1 mostra variação de custos em 15 estados do país. Preço do coco varia de R$ 2 a R$ 6 em diferentes pontos do litoral

Quanto é preciso pagar para tomar uma água de coco no litoral brasileiro durante a alta temporada? Depende da região do país onde estiver o banhista.

Se for em João Pessoa, na Praia de Cabo Branco, por exemplo, uma nota de R$ 2 é suficiente. Já quem estiver em Copacabana, no Rio, vai ter que gastar o triplo: lá o coco é vendido por R$ 6 ? o mesmo preço cobrado em algumas praias do litoral paulista, como Pitangueiras (no Guarujá) e Curral (em Ilhabela), e também em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul.

A reportagem foi a praias populares entre os turistas em 15 estados do litoral brasileiro para saber quanto custam alguns itens muito consumidos no verão. Os valores foram pesquisados entre os dias 27 de dezembro de 2012 e 2 de janeiro deste ano.

Se o preço da água de coco pode triplicar de uma praia para a outra, ele pode ser até o dobro no caso de outros três itens (cerveja, água mineral e picolé de frutas).

Uma lata de 350 ml de cerveja, de marcas como Brahma, Skol e Antarctica, custa R$ 2,50 na Paraíba, por exemplo, e R$ 3 em outras praias do Nordeste como Boa Viagem (em Recife) e Ponta Negra (em Natal). Já na praia do Curral, em Ilhabela, o preço médio é de R$ 5.

A garrafa de água mineral de 500 ml, que custa R$ 2 em praias como Atalaia, em Aracaju, e São Marcos, em São Luís, é vendida por R$ 4 em Caraguatatuba (SP), na praia Martim de Sá.

Já um picolé de fruta de marcas amplamente vendidas em território nacional, como Kibon ou Nestlé, pode custar de R$ 2 (praia de Atalaia, em Aracaju) a R$ 4 (Guaratuba, no Paraná).


Férias: água e cerveja custam até o dobro de uma praia para outra

A comparação dos valores mostra que, em geral, as praias mais ao norte do Brasil são as que têm os menores preços. Nos lugares pesquisados no Espírito Santo e em todos os estados do Nordeste, por exemplo, o coco era vendido por, no máximo, R$ 3. Já nas praias de São Paulo, Rio de Janeiro e da Região Sul do país ele não sai por menos de R$ 4.

Cadeira e guarda-sol

Os gastos com cadeira e guarda-sol também variam muito ao longo do litoral brasileiro.

Em algumas praias elas são oferecidas gratuitamente para aqueles que consumirem em determinada barraca. É o caso da praia de Pitangueiras, no Guarujá, e de duas outras no Espírito Santo: Ilha do Boi, em Vitória, e Itapoã, em Vila Velha.

Quando é cobrado um aluguel por esses dois itens, o preço varia muito. Em Ponta Verde, Pajuçara e Jatiúca, praias que ficam em Maceió, uma cadeira custa R$ 2,50 e um guarda-sol, R$ 3. É um valor parecido ao que se paga em Porto da Barra, em Salvador, onde alugar uma cadeira custa de R$ 2 a R$ 3, e um guarda-sol, R$ 3.

Já no Pontal do Paraná a cadeira custa de R$ 5 a R$ 10, e o guarda-sol, R$ 10. Em Capão da Canoa (RS), a cadeira comum sai por R$ 5 e a que reclina, por R$ 10. Nesta praia, alugar um guarda-sol pode sair por até R$ 20, dependendo do tamanho.

A sombra também não sai barata em Copacabana e na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, onde alugar um guarda-sol e uma cadeira sai por R$ 13 e R$ 12, respectivamente.

O estacionamento é outro gasto extra que os frequentadores das praias devem levar em conta em alguns lugares. Na Praia do Futuro, em Fortaleza, por exemplo, quem não quiser deixar o carro na rua com o flanelinha precisa desembolsar R$ 10 por hora em estacionamentos privados.

Na Praia de Pitangueiras, no Guarujá, esse mesmo serviço sai por R$ 20 a diária.

O preço do estacionamento rotativo também varia: é bem mais barato em Porto da Barra, em Salvador (R$ 3), do que em Ponta Negra, em Natal (R$ 10).

Confira a seguir o mapa com as praias do levantamento e a tabela com os preços encontrados.

Fonte: G1