FMI eleva previsão de crescimento do Brasil para 2011

Para 2012, aposta permanece inalterada em 4,1%.

A economia brasileira deve crescer 4,5% em 2011 e 4,1% no próximo calendário, de acordo com as projeções divulgadas nesta terça-feira (25) na atualização do documento Perspectiva Econômica Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A projeção para o desempenho econômico doméstico deste ano é 0,4 ponto percentual melhor do que aquela feita em outubro para o mesmo período. A perspectiva para 2012 não sofreu alteração.

Apesar de não citar especificamente o caso do Brasil, o organismo alerta para o risco de pressões inflacionárias e superaquecimento nas economias emergentes, criado em parte pelo forte fluxo de capitais para esses países.

O FMI recomenda que medidas de aperto monetário "devem começar ou continuar em economias emergentes nas quais as pressões de superaquecimento começam a surgir

Além disso, o documento do FMI destaca que a recuperação da economia mundial permanece em "duas velocidades".

"Em economias avançadas a atividade recuou menos que o esperado, mas o crescimento continua subjugado, desemprego ainda está alto, e renovados estresses na periferia da zona do euro contribuem para riscos descendentes. Em muitas economias emergentes a atividade continua a ser flutuante, as pressões inflacionárias estão surgindo, e há agora alguns sinais de superaquecimento, impulsionado em parte pela forte entrada de capitais", diz o FMI.

Outras economias

Ainda entre os demais Bric, o FMI também reviu para cima a expansão econômica da Rússia para este ano, de 4,3% para 4,5%. Em 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) russo deve avançar 4,4%, sem mudança.

No caso da Índia, as previsões para o crescimento da economia do país foram mantidas em 8,4% em 2011 e em 8% em 2012. O Fundo também conservou os prognósticos para o desempenho econômico da China, em 9,6% de expansão neste calendário e em 9,5% em 2012.

Para os EUA, a estimativa é de alta de 3% em 2011, estimativa 0,7 ponto maior que a divulgada em outubro do nao passado.

Fonte: g1, www.g1.com.br