Gasto federal com propaganda dispara 50% perto das eleições

O levantamento foi feito com dados da Secom.

O início do período eleitoral marcou um aumento no volume de pagamentos de verbas de propaganda para veículos de comunicação pela Presidência da República. Em julho, R$ 16,2 milhões foram pagos a jornais, rádios, TVs e sites pela Secom (Secretaria de Comunicação Social), órgão vinculado à Presidência e responsável pela maior fatia da publicidade da administração direta --estatais não entram nessa conta.


Gasto federal com propaganda dispara 50% perto das eleições

De abril a junho, foram repassados, ao todo, R$ 13,4 milhões para veículos de comunicação --em três meses somados, portanto, os gastos foram menores do que os registrados apenas em julho.

O valor é ainda o dobro do verificado em julho de 2011: R$ 8,1 milhões. Esse montante representa a média dos desembolsos mensais da Secom ao longo dos 19 meses do governo Dilma Rousseff.

O levantamento foi feito com dados da Secom. Como o governo se recusa a fornecer a série histórica, não foi possível comparar com gestões anteriores.

O governo nega fins eleitorais e diz que o aumento ocorreu devido à necessidade de publicidade de programas federais, como o Brasil Carinhoso --projeto para famílias carentes lançado em maio.

Candidatos alinhados ao Planalto e mensagens gravadas pela presidente Dilma para apoiá-los têm enfatizado que a aliança favorecerá a implementação de programas federais nas cidades.

Neste ano, também aumentou a pulverização das verbas publicitárias. A propaganda oficial alcança número maior de municípios e veículos de comunicação.

Entre janeiro e julho de 2011, ano não eleitoral, o dinheiro da Secom chegou a 1.285 veículos. No mesmo período deste ano, chegou a 2.391 --crescimento de 86%.

A legislação não impede a propaganda de programas do governo nos meses eleitorais.

A Secretaria de Comunicação Social Presidência da República negou que o aumento no volume de pagamentos de verba de publicidade em julho tenha relação com o período eleitoral.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br