Gastos escolares provocaram inflação em THE

Ao analisar-se a inflação do teresinense ocorrida durante o mês de janeiro 2011

A cidade de Teresina registrou inflação de 0,92% no mês de janeiro de 2011, isto comparativamente ao mês de dezembro de 2010, e acumulou nos últimos 12 meses variação de 5,94%. Os dados constam no relatório do Índice de Preços ao Consumidor (Custo de Vida), calculado pela Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais (Cepro).

Ao analisar-se a inflação do teresinense ocorrida durante o mês de janeiro, constatou-se que os produtos alimentícios novamente puxaram a alta da inflação, como vem acontecendo de forma mais intensa desde setembro de 2010. No entanto, o mês de janeiro sempre traz crescimento nos gastos mensais da família teresinense, com os produtos que constam no grupo Serviços Pessoais, que individualmente chegou a 2,58%. Isto se deve, em sua maioria, ao aumento nos gastos escolares, referente a material e mensalidade.

De acordo com o Técnico de Estatísticas e Informação da Cepro, Elias Alves Barbosa, o setor Alimentício vem aumentando nos últimos meses e, em janeiro, seu crescimento se deu, particularmente, por conta do preço das verduras, carne de frango e peixe de água doce. No caso dos Serviços Pessoais, são as escolas particulares as responsáveis pelo aumento nos custos. Nos serviços pessoais, estão inclusos gastos com educação, lazer, beleza, enfim, todos os serviços voltados para o benefício pessoal; mas os gastos com as mensalidades escolares, aumentos que incidem já no primeiro mês do ano, oneraram bastante o bolso do consumidor?, explica o técnico.

Cesta Básica ? A Cesta de Produtos Básicos custou ao teresinense, ao longo do mês janeiro de 2011, a importância de R$ 203,87. Segundo Elias Alves Barbosa, os produtos constantes da cesta básica, para serem adquiridos pelo trabalhador que vive exclusivamente do salário mínimo, à época no valor de R$ 540,00, comprometeram, no mês de janeiro de 2011, o percentual de 37,75% do seu valor absoluto.

Em relação ao mês de dezembro de 2011, o custo da Cesta Básica registrou alta de 3,58%, por conta de aumentos creditados ao tomate, às frutas, ao óleo vegetal e ao açúcar cristal.

Os produtos da cesta básica são definidos nos termos do Decreto-Lei nº 399, de 30 de abril de 1938, considerada o principal elemento de avaliação do poder de compra do salário mínimo. São eles: açúcar cristal, arroz, banana (referente a frutas em geral), café em pó, carne bovina (de 2ª), farinha de mandioca, feijão, leite pasteurizado, margarina, óleo vegetal, pão e tomate (referente a verduras em geral).

Fonte: Mateus Noronha, Jornal Meio Norte