IBM vai abrir centro de pesquisa no Brasil

Empresa deve divulgar investimentos de quase US$ 250 milhões no país.

A IBM escolheu o Brasil para sediar seu novo centro de pesquisa. A gigante do setor de tecnologia deve divulgar nesta semana investimentos de quase US$ 250 milhões no país. O centro brasileiro estará interligado com os demais laboratórios da empresa.

Os pesquisadores se dividirão entre São Paulo - ficarão na sede da empresa, na zona sul da capital - e Rio de Janeiro. Mais importante que as obras civis, será a contratação dos pesquisadores, que devem ser recrutados no Brasil e no exterior. A previsão é que o centro esteja em pleno funcionamento ao final de três anos, reunindo mais de 100 cientistas.

As negociações entre a empresa e o governo brasileiro duraram pouco menos de três meses. O centro era disputado também pelo emirado de Abu Dhabi e pela Austrália. Três áreas do governo atuaram para trazer esse investimento para o País: o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).

Um dos focos de pesquisa será petróleo e gás, o que justifica a escolha do Rio. Segundo fontes envolvidas, está prevista a integração com os centros de desenvolvimento da Petrobras. As megarreservas de petróleo do pré-sal são um dos motivos da escolha da IBM.

Uma fonte explicou que outros fatores também pesaram na decisão da empresa: o forte crescimento do país, os eventos previstos (Copa e Olimpíada), a política industrial e os incentivos fiscais. A empresa terá acesso aos benefícios da Lei do Bem e a crédito do BNDES nas linhas já existentes para inovação.

A IBM tem oito centros de pesquisa em seis países, reunindo mais de 3 mil cientistas e engenheiros. Os pesquisadores já ganharam cinco prêmios Nobel. Em 2009, a companhia investiu US$ 5,8 bilhões em pesquisa e tecnologia. O faturamento total da empresa chegou a US$ 95,8 bilhões no ano passado, 8% abaixo do recorde de US$ 103,8 bilhões registrado em 2008.

Fonte: G1 e Estadão