Inflação para baixa renda ganha força durante o mês de janeiro, mostra FGV

Preço do cigarro foi o item que mais pesou, com alta de 6,59%.

Os preços para a população de baixa renda do país subiram mais em janeiro do que no mês anterior, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta quarta-feira (5).

O Índice de Preços ao Consumidor ? Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos mensais, ficou em 0,71% no mês passado, após alta de 0,56% em dezembro. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,70%, nos últimos 12 meses.

Apesar da aceleração na passagem de dezembro para janeiro, as taxas de inflação para a baixa renda ficaram abaixo das registradas para o conjunto da população, calculadas pelo IPC ? de 0,99% no mês passado e 5,61% no acumulado em 12 meses.

Produtos e grupos

O item que mais pesou na alta da inflação pelo IPC-C1 em janeiro foi o cigarro, cujo preço subiu 6,59% no mês, após uma alta de 0,68% em dezembro. Também pesaram na conta as altas da cebola (28,9%), do aluguel (0,84%), das refeições fora de casa (0,88%) e da cenoura (39,42%).

Já o preço do leite longa vida foi o que mais ajudou a conter a alta da inflação, com queda de 5,77% no mês, seguindo outra queda, de 6,51%, no mês anterior. O tomate ? que foi o "vilão" da inflação no início do ano passado ? agora veio na direção contrária, e ficou 9,58% mais barato no mês passado. Também ajudaram a conter o IPC-C1 as quedas nos preços da tarifa de táxi (-7,15%), da batata inglesa (-4,18%) e do feijão carioca (-6,05%).

Entre os oito grupos pesquisados, cinco viram suas taxas de inflação subir de dezembro para janeiro: despesas diversas (de 0,48% para 3,80%), educação, leitura e recreação (de 0,45% para 2,99%), alimentação (de 0,71% para 0,80%), habitação (de 0,54% para 0,56%) e comunicação (de -0,02% para 0,13%).

Na outra ponta, ficaram menores, na mesma comparação, as taxas dos grupos vestuário (de 0,52% para -0,28%), transportes (de 0,67% para 0,30%) e saúde e cuidados oessoais (de 0,37% para 0,24%).

Fonte: G1