"Inflação está na meta e não é problema no Brasil", diz Mantega

Não há problema de inflação no Brasil, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (19), em Paris, que não vê o processo inflacionário no Brasil com preocupação, tanto em 2012 quanto em 2013. "A inflação segue dentro da meta e vai continuar", afirmou. Por isso, disse, a política de juros baixos adotada pelo governo deve prosseguir, avalia o ministro.


Inflação está dentro da meta e não é problema no Brasil, diz Mantega

Mantega afirmou que, diante de medidas tomadas pelo governo, como a redução do preço da energia elétrica para consumidores residenciais e industriais e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para bens duráveis, a expectativa é que a inflação se mantenha comportada. "A tendência é que [a inflação] seja mais benigna e não se eleve. Não será preocupante no próximo ano", afirmou.

O ministro da Fazenda também reiterou a jornalistas europeus que a economia brasileira crescerá 4% em 2013. Ele reconheceu que a elevação do crédito, uma das bases do processo de expansão da economia, segue em ritmo mais lento. "Mas a economia continuará se expandindo", afirmou. Ele estimou que o crédito no Brasil deverá crescer entre 14% e 15% em 2012.

Segundo Mantega, o Brasil incluirá mais brasileiros na classe C em 2013, enquanto reduzirá as classes D e E, um movimento que promoverá a expansão do mercado consumidor.

"Devemos incluir mais 30 milhões de brasileiros na classe C no próximo ano. Haverá também aumento das classes A e B e dimunuiçao das D e E. O Brasil será, em 2020, o quinto maior mercado de consumo do mundo, alimentado por emprego, mobilidade social e crédito", afirmou.

Mantega está em Paris desde o início da semana. Na terça-feira, se reuniu com o ministro de Finanças da França, Pierre Moscovici, e nesta quarta-feira, palestrou para empresários europeus. Ele permanece na Europa até sexta-feira, quando participará de uma conferência promovida pela revista britânica "The Economist", em Londres, sobre os mercados que crescem mais rápido no mundo.

Fonte: UOL