Inflação de 2010 fica em 6,24%, aponta índice da FGV

Em 2009, índice registrado fora de 3,95%. Entre os 7 grupos de despesa, o de alimentação variou 9,85%.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou 2010 em 6,24%, segundo divulgou, nesta segunda-feira (3), a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano anterior, a alta registrada fora de 3,95%. No ano, o grupo de despesas com alimentação fechou em 9,85%, seguido por transportes, 6,69%, saúde e cuidados pessoais, 5,37%, educação, leitura e recreação, 4,72%, despesas diversas, 4,68%, vestuário, 4,53%, e habitação, 3,97%.

Em dezembro, o índice teve variação de 0,72%, 0,15 ponto percentual abaixo da taxa verificada na última divulgação. Segundo a FGV, o grupo de gastos com alimentação exerceu a principal influência na desaceleração do índice do mês. Os principais destaques partiram de carnes bovinas (de 5,41% para 2,71%), arroz e feijão (de -3,42% para -4,77%), frutas (de 3,28% para 2,32%) e adoçantes (de 8,73% para 6,41%).

Outras desacelerações em dezembro

Outras classes de despesa também contribuíram para a desaceleração do IPC-S em dezembro: habitação (de 0,38% para 0,29%), educação, leitura e recreação (de 0,46% para 0,37%), vestuário (de 0,82% para 0,80%) e transportes (0,60% para 0,59%). Os destaques partiram das variações dos preços de condomínio residencial (de 0,67% para 0,24%), passagem aérea (de 15,56% para 9,99%), calçados (de 0,31% para 0,20%) e tarifa de ônibus urbano (de 0,22% para 0,11%).

Na contramão

Tiveram alta as taxas de variação os grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,47% para 0,53%) e despesas diversas (de 0,46% para 0,51%). As principais influencias partiram de artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,52% para 0,71%) e mensalidade para TV por assinatura (de 0,46% para 0,61%).

Calculado semanalmente pela FGV, o IPC-S tem preços levantados nas sete principais capitais do país para famílias com renda mensal de até 33 salários mínimos.Compõem o IPC-S 460 produtos, em sete categorias: alimentação, habitação, vestuário, saúde, educação, transporte e despesas diversas.

Fonte: g1, www.g1.com.br