Inflação pelo IPC-S sobe em cinco de sete capitais pesquisadas, afirma FGV

Salvador, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e São Paulo tiveram alta

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de dezembro teve alta em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3).

As altas ocorreram em Salvador (de 0,61% para 0,86%), Belo Horizonte (de 0,59% para 0,61%), Recife (de 0,64% para 0,65%), Porto Alegre (de 0,72% para 0,84%) e em São Paulo (de 0,58% para 0,61%).

Houve queda em Brasília (de 0,41% para 0,29%) e no Rio de Janeiro (de 0,91% para 0,82%).

O IPC-S geral subiu 0,69% na última semana de dezembro, após variação de 0,66% na medição anterior do mês passado. Com esse resultado, a inflação medida pelo IPC-S fechou o ano de 2013 com alta de 5,63%.

Em 2013

Ao longo do ano passado, os itens que mais pesaram na inflação ao consumidor medida pelo IPC-S foi refeição em bares e restaurantes, que acumulou alta de 9,41% no ano, que representou 0,61 ponto percentual da inflação de 5,63%. Em seguida, vieram aluguel residencial (9,30%), plano e seguro de saúde (8,08%), gasolina (6,37%) e empregada doméstica mensalista (7,80%).

Na outra ponta, estão entre as maiores influências negativas no ano a tarifa de eletricidade residencial (-15,08%), tarifa de ônibus urbano (-1,76%), automóvel usado (-3,01%), licenciamento e IPVA (-4,82%) e óleo de soja (-19,74%). Os três primeiros itens foram alvo de políticas de redução de tarifas e desoneração empreendidas pelo governo.

No caso da eletricidade, a queda foi provocada pela revisão das concessões do setor elétrico. No dos automóveis usados, eles foram indiretamente influenciados pela redução do IPI para automóveis novos, que causou a queda dos preços desses veículos e puxou para baixo o valor dos usados. A tarifa de ônibus em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro foi congelada após negociação com o governo federal e também foi efeito dos protestos que tomaram conta do país em junho que, a princípio, tiveram o aumento das passagens como estopim.

Fonte: G1