Jovem lucra com site de coroas fúnebres cerca de R$ 1,5 milhão

Expectativa para 2012 é dobrar faturamento de R$ 1,5 milhão

A dificuldade em conseguir comprar uma coroa de flores pela internet quando o avô morreu, no começo de 2010, inspirou o administrador Eduardo Gouveia, de 26 anos, a criar a loja virtual "Coroas para Velório", com pronta entrega em todo o país. A ideia não só deu certo como fez o empreendedor encontrar outro nicho de mercado e lançar, em julho deste ano, o site "Arranjos para Maternidade" que, por sua vez, vende flores para entregar às mamães que acabaram de ganhar um bebê.


Jovem lucra com site de coroas fúnebres lucra R$ 1,5 milhão

Nos dois anos de vida do site de entrega de coroas, o jovem empreendedor colheu bons resultados. Foram de R$ 2 mil a R$ 3 mil investidos na abertura da empresa, para um faturamento de R$ 1,5 milhão em 2011. A expectativa é mais que dobrar o resultado este ano. Atualmente, são vendidas de 800 a 850 coroas por mês e a meta é alcançar a 1,5 mil unidades mensais.

?Obviamente, os primeiros meses são mais difíceis. Lembro que no primeiro mês [que foi setembro de 2010], vendi 17 coroas de flores. Cada venda era muito comemorada e não havia funcionários na parte de atendimento, apenas eu. Então, eu atendia 24 horas por dia."

Hoje, são seis atendentes em diferentes turnos, mais uma coordenadora e um sócio, Bruno Peres, de 27 anos, que entrou para ajudar na prospecção de novos clientes corporativos ? que representam cerca de 70% do público.

O escritório fica em São Paulo, mas a empresa possui parcerias com cerca de 200 floriculturas em todo o país, que atendem ao padrão da empresa e garantem a entrega em todos os estados, afirma o empresário. O empreendedor explica que as floriculturas da rede precisam ter estrutura para a entrega rápida. ?É um produto imediatista, depois de uma hora e meia precisa estar no velório. Essa agilidade é importante?, diz.

O site atende, na maioria dos casos, a pessoas que buscam praticidade na hora da homenagem, por isso o grande público corporativo. Há, também, clientes no exterior ? aqueles que querem homenagear um ente querido, mas estão longe.

?A ideia de abrir o site Coroas Para Velório surgiu no começo de 2010, quando o meu avô faleceu (...). Fiz o que qualquer jovem faria, entrei na internet e comecei a buscar. Para minha surpresa, não encontrei nenhuma empresa que fornecesse esse serviço online?, explica.

?No começo, as pessoas ligavam e ficavam desconfiadas sobre o nosso serviço. Hoje temos diversos clientes, tanto corporativos, quanto pessoas físicas?, avalia Gouveia, sobre a expansão. Ele diz que os funcionários são treinados para fazer um atendimento rápido e o mais profissional cordial possível, tendo em vista o serviço prestado. As coroas custam de R$ 189 a R$ 1.755, sendo que o valor médio atual é de R$ 311.

De com o empresário, o site costuma ter picos de atendimento quando morre alguma pessoa conhecida, como políticos ou famosos. ?A última que aconteceu foi a Hebe Camargo?, conta.

Nicho de mercado

Quando lançou a loja virtual, o jovem, que é formado em administração de empresas, trabalhava como funcionário em uma grande empresa e cursava pós graduação em marketing. ?Eu tinha pesquisado para fazer alguma coisa com o e-commerce (...). Não era interessante concorrer com os grandes players (...). O foco sempre foi explorar um nicho de mercado?, explica. Em poucos meses, ele resolveu deixar o emprego e apostar no negócio.

Os bons resultados fizeram o jovem apostar no site de arranjos para maternidade.

Até o momento, são cerca de 50 a 70 arranjos vendidos ao mês, com preços de R$ 95 a R$ 175. "Tem uma sinergia operacional muito boa (...). O produto é diferente, só que a gente emoldura as mesmas flores de outra forma. A ideia é continuar crescendo com os nichos", ressalta.

?O Arranjos para Maternidade tem o mesmo foco, que é o público corporativo, só que em vez de entregar as flores no cemitério, entrega no hospital (...). Ajuda na parte operacional, que a gente consegue usar o que já tem, só que com outra frente de vendas para não misturar os produtos, que são bem diferentes. Uma coisa infelizmente é a morte, e a outra, a vida."

Fonte: G1