Juros para clientes voltam a subir depois de seis meses de queda

Juros para clientes voltam a subir depois de seis meses de queda

Para pessoas físicas, a taxa permaneceu em 7,9% em setembro e, para empresas, apresentou leve recuo de 0,1 ponto, para 4%, sobre agosto

O Banco Central informou nesta sexta-feira (26) que a taxa média de juros para pessoa física voltou a subir depois de seis meses consecutivos de queda, passando de 35,6% para 35,8% em setembro.

No caso das empresas, houve redução de 0,5 ponto percentual, para 22,6% ao ano, o menor nível da série histórica do BC, iniciada em 2000. Na média, o juro recuou 0,2 ponto, para 29,9%.

O governo tem travado uma batalha com o sistema financeiro privado para forçar a queda nas taxas de juros cobradas dos clientes e, para isso, tem usado os bancos federais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Esse movimento abalou a rentabilidade das principais instituições financeiras privadas do país. O lucro do Itaú Unibanco, por exemplo, encolheu mais de 10% no terceiro trimestre na comparação anual, com aumento das provisões para calotes e queda da margem financeira.

Maior calote é na compra de carro

Ainda segundo os dados do BC, a maior taxa de calotes no país está entre os compradores de carros financiados. O nível de inadimplentes no pagamento das prestações de carros atingiu 6% em setembro. A alta em relação a agosto foi de apenas 0,1 ponto percentual, mas está perto do recorde de 6,1%, registrado em maio deste ano.

A taxa média de inadimplência, incluindo todos os setores, foi de 5,9% em setembro, o que significa que ficou estável em relação a agosto. É o terceiro mês seguido que a inadimplência se mantém no mesmo patamar.

É considerado inadimplente o comprador que atrasa seus pagamentos em mais de 90 dias.

Para pessoas físicas, a taxa permaneceu em 7,9% em setembro e, para empresas, apresentou leve recuo de 0,1 ponto, para 4%, sobre agosto.

Crédito disponível sobe

O crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil subiu 1,1% em setembro, chegando a 51,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 2,237 trilhões, informou o BC

Para o BC, a greve dos bancários e o menor número de dias úteis em setembro --quatro a menos que agosto-- afetaram o resultado das concessões voltadas à pessoa física, com queda de 14,1% sobre agosto. Na média diária, por outro lado, as concessões para pessoa física cresceram 4%.

Fonte: UOL