Banco do Brasil tem alta de 11% e lucros de R$ 2,9 bilhões no tri

O Banco do Brasil encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido acima do esperado, com aumento de 11,2% sobre o ganho obtido um ano antes


Lucro do Banco do Brasil sobe 11% e atinge R$ 2,9 bi no trimestre

O Banco do Brasil encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido acima do esperado, com aumento de 11,2% sobre o ganho obtido um ano antes, em meio a uma alta de dois dígitos na carteira de crédito e apesar de um aumento de quase 25% nas provisões sobre risco de financiamentos.

A maior instituição financeira da América Latina em ativos teve lucro líquido de R$ 2,89 bilhões no terceiro trimestre, ante uma expectativa média de dez analistas consultados pela Reuters de resultado positivo de R$ 2,67 bilhões.

Em termos recorrentes, porém, o resultado, que ficou em linha com o obtido um ano antes, foi ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado, a R$ 2,57 bilhões. Analistas esperavam ganho de R$ 2,64 bilhões entre julho e setembro.

Nos nove primeiros meses do ano, o BB registrou lucro líquido recorde de R$ 9,2 bilhões, resultado 18,9% maior que o do mesmo período de 2010.

O resultado foi inferior ao do Itaú Unibanco na análise trimestral e no acumulado do ano.

Considerando o período de janeiro a setembro, o banco privado detém o maior lucro líquido entre as instituições financeiras de capital aberto, com o desempenho em 2011 (R$ 10,940 bilhões), e também o segundo maior ganho no ranking, referente a 2010 (R$ 9,433 bilhões), de acordo com a consultoria Economática. Em seguida aparece o resultado do Banco do Brasil neste ano.

CRÉDITO

A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e títulos e valores mobiliários privados, chegou a R$ 441,6 bilhões em setembro, alta de 21% em 12 meses.

Enquanto a carteira total cresceu, a inadimplência diminuiu. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias caiu de 2,7% para 2,1% no final de setembro. Apesar disso, a provisão para risco de crédito saltou 24% no período, a R$ 3,285 bilhões.

O financiamento ao consumo subiu 17%, enquanto empréstimos para pessoa jurídica avançaram 21,6%. No agronegócio, o banco ampliou sua carteira em 12,3%, para R$ 83,78 bilhões.

O BB somou R$ 949,8 bilhões em ativos totais, crescimento de 19,2% contra um ano antes.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br