Lula critica o G8 e volta a defender o G20

Segundo ele, o grupo não tem mais legitimidade para tratar de questões econômicas e financeira

Ao desembarcar em Paris, ainda na base aérea francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um breve comentário sobre a reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), que será realizada em L"Aquila, na Itália, a partir de quarta-feira. Segundo ele, o grupo não tem mais legitimidade para tratar de questões econômicas e financeiras.

Perguntado se ele iria participar da reunião mesmo depois de o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ter sentenciado que o "G8 morreu", há duas semanas, Lula afirmou que vai continuar participando das reuniões. Porém, ele disse estar convencido que, hoje, "o melhor espaço para discussão do sistema financeiro mundial é o G20", que reúne os 20 países industrializados do mundo, incluindo aqueles em desenvolvimento.

"O G8, se eles quiserem que continue, que continue. Mas para discutir as questões econômicas e financeiras do mundo, eu acho que o G20 é o fórum ideal", disse.

Apesar de não integrarem o G8, líderes do Brasil, da China, da Índia, da África do Sul, do México e do Egito foram convidados para a reunião na Itália.

Lula chegou na tarde deste sábado a Paris, onde receberá, na terça-feira, o prêmio Felix Houphouët-Boigny, da Unesco --uma homenagem a personalidades que se destacam na defesa da paz.

O ex-presidente português Mario Soares, que preside o júri do prêmio, justificou a escolha de Lula como um reconhecimento de sua "busca pelo diálogo, a promoção da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como sua grande contribuição pela erradicação da pobreza e proteção dos direitos das minorias".

Ainda na terça-feira, o presidente se reúne com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Na segunda-feira, ele participa de um jantar com o primeiro-ministro português José Sócrates.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br