Lula, Dilma, Roseana  e Lobão lançam  no Maranhão projeto de refinaria da Petrobrás

Lula, Dilma, Roseana e Lobão lançam no Maranhão projeto de refinaria da Petrobrás

A ministra afirmou que a obra vai se transformar em um fator de desenvolvimento para a região

A ministra Dilma Rousseff defendeu nesta tarde o investimento anunciado de R$ 40 bilhões na construção da refinaria da Petrobras no município de Bacabeira, a 60 quilômetros de São Luís, no Maranhão. "Isso torna o Brasil preparado para o pré-sal", disse. "É emprego direto, na veia", afirmou a ministra, sem citar números. A ministra afirmou que a obra vai se transformar em um fator de desenvolvimento para a região e pode abrir um "novo capítulo" no desenvolvimento do Nordeste.

Segundo ela, a nova refinaria, quando estiver operacional em 2015, poderá contribuir na exportação de petróleo refinado. Com o beneficiamento do produto, ela acredita que o país possa se livrar da "tal maldição do petróleo", que afeta países que apenas exportam o óleo bruto e dele retiram pouco retorno.

A ministra avalia que a refinaria possibilitará ao país disputar o mercado de combustíveis na Europa, Estados Unidos e também no Japão. Empregos e renda Sem citar números, a ministra afirmou que toda refinaria gera uma "quantidade imensa" de empregos e ainda demanda equipamentos e serviços.

"Não é aqui que estão os principais recursos de petróleo, mas o refino pode muito bem ser aqui", disse, defendendo a medida como uma forma de diversificar os estados beneficiados pela exploração do pré-sal. A localização da refinaria, batizada de Premium 1, foi apontada também como estratégica. Um dos motivos é a boa condição do porto local, cuja maré tem elevação de sete metros e diminui os custos com dragagem.

A ministra ressaltou que a iniciativa vai mudar Bacabeira, cidade cuja estimativa populacional em 2009 segundo o IBGE era de 15.574 habitantes. "É um processo do qual podemos perfeitamente dar conta dele." Para diminuir os efeitos negativos do deslocamento de população para a região, ela defendeu a formação de mão-de-obra local. "Se não privilegiar a população local, isso sim pode servir para pressionar a infraestrutra."

Fonte: g1, www.g1.com.br