Mercado eleva projeção para alta do PIB

Estimativa de inflação para este ano é de 5,67%, acima da meta de 4,50%.

O mercado financeiro elevou levemente a estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010. De acordo com a pesquisa semanal Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), no levantamento realizado junto a instituições financeiras a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de um avanço de 6,46 para um crescimento de 6,47%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%.

No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 10,90% para 11,00%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria permaneceu em alta de 5,00%.

Inflação e juros

O mercado financeiro também manteve a previsão para a inflação a ser apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010. De acordo com a pesquisa Focus, a expectativa para o índice no ano permaneceu em 5,67%, um patamar ainda distante do centro da meta do governo para a inflação no ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 seguiu em 4,80%.

A estimativa para a taxa básica de juros (Selic) para o fim de 2010 manteve-se em 11,75% ao ano. A projeção para a taxa no fim de 2011 permaneceu em 11,50% ao ano.

Câmbio e contas externas

Os analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana seguiu em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 ficou em R$ 1,80.

O mercado financeiro alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 48,05 bilhões para US$ 48,10 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos avançou de US$ 57,00 bilhões para US$ 57,97 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2010 subiu de US$ 14,54 bilhões para US$ 15,00 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial manteve-se em US$ 4,50 bilhões.

Analistas alteraram ainda a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 37,00 bilhões para US$ 36,50 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.

Fonte: g1, www.g1.com.br