Mercado reduz previsão de alta do PIB de 2014 pela 12ª semana seguida

Mercado reduz previsão de alta do PIB de 2014 pela 12ª semana seguida

Mercado reduz previsão de alta do PIB de 2014 pela 12ª semana seguida

As previsões para o crescimento da economia brasileira este ano continuam a cair. Pela décima segunda semana seguida, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de alta: agora, os economistas dos bancos esperam um crescimento de 0,79% – na semana anterior, a previsão era de 0,81%.

Para 2015, a previsão do mercado para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) seguiu estável em 1,2%. As previsões dos economistas dos bancos constam no relatório de mercado do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (18), fruto de pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

Para conter a inflação, o BC subiu os juros entre abril do ano passado e maio deste ano, influenciando também o ritmo de atividade. Com taxas maiores, há redução do crédito e do dinheiro em circulação, assim como do número de pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços caiam ou parem de subir.

No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia do país cresceu 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária. O resultado do PIB do segundo trimestre será divulgado no fim deste mês.

A expansão do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro, de 0,79%, continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 1,8%, e também é menor que a previsão divulgada pelo Banco Central no fim de junho, de alta de 1,6%.

Inflação e juros

A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do pais, também caiu na semana passada. Desta vez, recuou de 6,26% para 6,25%, na quinta queda consecutiva do indicador. Para 2015, a previsão ficou estável em 6,25%.

Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%, mas com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, por sua vez, foi mantida em 11% ao ano até o fechamento de 2014. Em julho, o BC manteve a taxa estável neste patamar pelo segundo encontro seguido do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia caiu de 12% para 11,75% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 ficou estável em R$ 2,35 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 2,50 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 permaneceu em US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial caiu de US$ 9 bilhões para US$ 8 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros subiu de US$ 55 bilhões para US$ 56 bilhões.

Fonte: G1