Metro quadrado chega a R$ 7 mil na z. Leste de Teresina

A região é considerada a mais nobre da capital e teve preço dos imóveis bastante valorizado nos últimos anos

Morar na zona Leste de Teresina não possui status de luxo à toa. É na região nobre que o valor do metro quadrado de um apartamento pode chegar até R$ 7 mil. De acordo com a gerente comercial de uma imobiliária, Márcia Duarte, o preço dos imóveis nesta região valorizou em média 60% nos últimos anos.

?Há três anos o metro quadrado de um apartamento custava até R$ 3.800, no Jockey?. O metro quadrado mais barato de Teresina custa cerca de R$ 2.100, na região Norte, no Bairro Santa Maria da Codipi, área com forte expansão empresarial e residencial.

De acordo com a gerente comercial, mesmo com o grande aumento de valores as vendas continuam em alta. ?Nós vendemos cerca de 350 imóveis por semestre e tudo que se lança é vendido com a mesma velocidade de anos atrás?, ressaltou Márcia Duarte, acrescentando que o negócio de imóveis se tornou mais lucrativo nos últimos tempos.

Na lista de bairros mais procurados e benquistos da capital, o Jockey Club, Bairro de Fátima e Horto Florestal continuam sustentando a imagem de luxo, nobreza e por ter uma gama de comércios e serviços de alto padrão disponíveis.

Dentro desses bairros, a proximidade com as avenidas Nossa Senhora de Fátima, Dom Severino e Homero Castelo Branco dão prestígio ao empreendimento imobiliário, seja ele residencial ou comercial.

?Quanto mais próximo do Shopping Riverside, mais valorizado é o empreendimento residencial?, disse Márcia Duarte, destacando que o shopping se tornou uma referência na zona Leste.

De acordo com o supervisor de vendas imobiliárias, Nonato Mendes, no Jockey um apartamento pode chegar ao valor de R$ 2 milhões, em construção. ?Mas é possível comprar um mais simples a partir de R$ 345 mil, com 80 metros quadrados?, destaca.

De forma geral, Teresina já reúne qualidades que podem tornar a capital atrativa para morar ou apenas investir no ramo imobiliário. Nonato Mendes reforça que o mercado local está valorizado, apesar de opiniões variadas considerarem os preços praticados aqui como injustos.

?Acredito que os preços de Teresina são compatíveis com a realidade e o porte da cidade, exceto por algumas raras construtoras que exploram o cliente. Mas Teresina vale o preço por ser uma cidade em crescimento, que começa a ganhar ares de cidade grande e recebe empresas de grande porte?.

Entre as variantes que ditam o preço dos empreendimentos, o supervisor de vendas de imobiliária destaca a localização e acabamento. ?O projeto paisagístico e os profissionais que trabalharam nele podem a incrementar o valor, como se elevassem o produto ao status de grife, sobretudo se os paisagistas e arquitetos tiverem o renome nacional?, disse o supervisor.

Teresinenses são pouco exigentes na hora da compra

De acordo com Nonato Mendes, as pessoas que buscam imóveis na zona Leste geralmente são pouco exigentes e estão interessadas em imóveis com piso em porcelanato (pela sua qualidade e durabilidade), dois banheiros e duas vagas na garagem, além de localização privilegiada.

"O que temos percebido é que o teresinense procura melhor aproveitamento de espaço interno e as grandes áreas de lazer do condomínio não são fatores decisivos durante a escolha". Para Márcia Duarte, a localização é a mais importante, seguida do luxo do empreendimento.

Os residenciais em áreas com potencial de expansão também estão sendo bem procurados pela clientela. Márcia Duarte menciona que a zona Leste tem crescido consideravelmente na região do Bairro Morros, área um pouco afastada do centro da cidade. "É um local com muitos residenciais novos e que ainda possui mais áreas verdes na região".

Além da qualidade e localização do empreendimento, as facilidades oferecidas na venda também são consideradas.

Os financiamentos oferecidos por bancos e pelas próprias construtoras estão entre as facilidades. "Com a chegada das construtoras de fora e ampliação da concorrência, as empresas locais passaram a fazer captação de valores menores pelos imóveis em projeto. O que era 65% agora está por 45 ou 40% para cada apartamento, o que facilita muito para o comprador".

Fonte: Samira Ramalho