"Não estamos privatizando o petróleo do pré-sal", diz Lobão sobre leilão

Ministro disse que leilão ocorrerá mesmo se apenas uma empresa participar.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse neste sábado (19) que, com o leilão do Campo de Libra, o governo não está ?privatizando o petróleo do pré-sal?. Ele disse que o certame desta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, ocorrerá mesmo na possibilidade de apenas um consórcio apresentar proposta.

?Não estamos privatizando o petróleo do pré sal, ao contrário, estamos nos apropriando dessa riqueza imensa que está abaixo do mar e no interior da terra. De nada nos servirá se ela continuar ali deitada em berço esplêndido?, disse em entrevista à imprensa nesta tarde, em Brasília.

Ações na Justiça e manifestações

A Advocacia Geral da União informou na noite desta sexta-feira (18) que o governo tem conhecimento de 19 pedidos na Justiça para suspender o leilão do Campo de Libra, o primeiro do pré-sal sob as novas regras do modelo de partilha. Até a última atualização desta reportagem, sete pedidos já foram rejeitados em todo o país, segundo a assessoria do órgão.

Conforme a AGU, advogados da União estão "de plantão" em todos os estados e no Distrito Federal para monitorar a tramitação das ações e atuar em caso de necessidade. A presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que autoriza o envio de tropas do Exército para reforçar a segurança e garantir a realização do leilão, que será realizado no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca.

Também nessa sexta, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que as manifestações contra o leilão do campo de Libra ? a maior reserva de petróleo já encontrada no Brasil ? são legítimas.

Funcionários da Petrobras entraram em greve no Rio em protesto e prometem atos na próxima segunda para tentar barrar a realização.

"As manifestações não comprometerão o leilão de Libra. Elas devem ocorrer dentro do processo democrático, sem o uso da violência", afirmou Carvalho, após audiência no Senado.

Movimentos sociais, apoiados por esses sindicatos, ex-diretores da Petrobras e alguns acadêmicos tentam barrar o leilão na Justiça, defendendo que ele vai "privatizar" uma das maiores riquezas do país.

Fonte: G1