"Não posso passar do limite", diz Lula sobre reajustes

Lula diz que não espera novas medidas tributárias para a economia em 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (21) que algumas das medidas tributárias temporárias anunciadas neste ano podem ser perenizadas em 2010. Segundo ele, isso vai depender do crescimento da economia. Ele também descartou o anúncio de novos estímulos fiscais em 2010.

Questionado sobre o tema, Lula disse: “A manutenção dos incentivos fiscais anunciados depende de como vai ficar a economia em 2010. Vamos avaliar”. Sobre a possibilidade de novos mecanismos tributários para incentivar setores econômicos, Lula disse que não há essa intenção no governo. “Nós anunciamos medidas para os setores que estavam com problemas. Espero que não façamos mais nenhuma em 2010”, disse Lula.

Aposentados Lula também disse que o governo não pode conceder aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo um reajuste maior do que a Previdência Social suporta. Segundo o presidente, nesse caso, ele agirá como fez com seu filho, quando este tinha 12 anos. O presidente contou que o menino pediu para ir a Miami (EUA) com o restante da escola e ele disse que não poderia ir porque “o pai não tinha dinheiro” e não podia “fazer dívida para ele ir”.

“No meu governo os aposentados não tiveram um centavo de prejuízo, nós repusemos aos aposentados brasileiros aquilo que foi a inflação. E aqueles que ganham o salário mínimo tiveram um aumento substancial.

O ideal seria dar tudo que as pessoas pedem a todos momento, porque é um discurso mais fácil, simples e tranqüilo. Ora, todo mundo sabe que a Previdência tem um limite, a Previdência tem uma arrecadação e a gente não pode pagar o que você não tem.

Vocês pensam que tem algum brasileiro que gosta mais do trabalhador do que eu? Não existe. Não posso passar do limite do bom senso, para o bem deles, porque se a Previdência quebrar será mal para todos os brasileiros. O que tiver ao alcance da Previdência nós vamos fazer, mas sem nervosismo”, disse Lula.

Fonte: g1, www.g1.com.br