Nova classe média passa a  se arriscar na Bolsa de Valores

Nova classe média passa a se arriscar na Bolsa de Valores

De cada cinco pessoas físicas que investem na Bolsa, uma pertence à classe C

Ao contrário do que muita gente pensa, o mercado de ações não é só pra quem tem bastante dinheiro. Cada vez mais no Brasil, a classe média se interessa em saber como funciona a Bolsa de Valores e já investe em ações para multiplicar sua renda.

Investimentos tradicionais, como a caderneta de poupança, passaram a ser muito devagar para aqueles que conquistaram poder de consumo nos últimos anos.

Priscila Ramos Cirilo é uma das alunas interessadas em entender sobre o funcionamento do mercado de capitais e decidiu ingressar no curso oferecido pela Bolsa de Valores de São Paulo.

- No futuro, acho que só na poupança não vale a pena.

A procura pelas aulas vem aumentando e as aplicações também. De cada cinco pessoas físicas que investem hoje na Bolsa, uma pertence à classe C.

O taxista Rodrigo de Freitas Scarpon que decidiu embarcar no mercado de ações há seis meses para acelerar a multiplicação que ganha com as corridas de táxi em São Paulo.

- Entrei para tentar fazer render mais do que a poupança, diversificar um pouco. Coloco uma certa porcentagem do meu dinheiro em ações para pagar dividendos.

Para quem pretende investir na bolsa, o agente de investimento Carlos Martins recomenda começar com calma e dá uma dica: comprar ações que rendem dividendos, que é a distribuição dos lucros obtidos pela empresa.

- É uma modalidade de investimento onde a pessoa não vai ficar comprando e vendendo ação. Você compra uma ação e fica esperando ela pagar dividindo. Igual você coloca na poupança e fica esperando o tempo passar para o dinheiro ser rentabilizado. Existem empresas que pagam mais de 10% ao ano.

No mercado de ações, há possibilidades de ganhos expressivos, mas também há o risco de perder dinheiro. Por isso, é importante importante diversificar os investimentos e não contar com retorno rápido.

- É um investimento para médio e longo prazo no sentido de criar um patrimônio para o futuro e no futuro ter uma estabilidade importante na vida, explica a professora de investimentos Tércia Rocha.

O aposentado Ademir Jacinto, outro aluno do curso de investimentos, já pesquisa sobre o assunto há dois anos e está entusiasmado para começar, mas sem perder a cautela.

- São dois anos que estou me preparando para quando começar, fazer tudo direitinho, tudo pé no chão e calculado.

Fonte: R7, www.r7.com