Número de empresas "caloteiras" cresce quase 10% em novembro

Na comparação com novembro de 2010, a inadimplência dos negócios cresceu 32,5%.

A inadimplência das empresas cresceu 9,8% em novembro, na comparação com outubro, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas divulgado nesta quarta-feira (28). Esta foi a segunda maior variação mensal apurada em 2011, segundo a entidade, superada apenas pelos 10,8% de crescimento registrados na comparação de março sobre fevereiro.



Na comparação com novembro de 2010, a inadimplência dos negócios cresceu 32,5%. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, a alta é de 18,6% ante igual período do ano anterior.

Para os economistas da Serasa Experian, a inflação, que afeta todos os custos empresariais; o capital de giro ainda caro, que impacta os custos operacionais; e a evolução da inadimplência do consumidor, que impõe maiores provisões e perdas aos negócios, estão determinando dificuldades na gestão financeira das empresas.

?Nesse contexto, as empresas estão produzindo e ampliando seus estoques para as festas de final de ano numa posição de caixa menos favorável, resultando em elevação da inadimplência?, diz a Serasa Experian, em nota.

Dívidas

De janeiro a novembro, o valor médio das dívidas das empresas junto a bancos foi de R$ 5.176,85, o que representa alta de 9,5% ante o mesmo acumulado de 2010. Quanto às dívidas não bancárias ? aquelas contraídas por meio de cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água ?, o valor médio verificado de janeiro a novembro foi de R$ 742,03, o que representou uma elevação de 1,8% na comparação com igual período do ano anterior.

Os títulos protestados registraram, nos onze primeiros meses de 2011, um valor médio de R$ 1.804,50, ocasionando um crescimento de 9,3% ante o período de janeiro a novembro do ano anterior. Os cheques sem fundos tiveram, de janeiro a novembro, um valor médio de R$ 2.088,21, representando um aumento de 1,8% sobre igual acumulado de 2010.

Fonte: G1